
Paira um misterioso silêncio no ar
envolto numa cruel cumplicidade,
um hipócrita e nauseabundo olhar
na cobardia da intranquilidade.
Andam almas inquietas
temerosas,
perdidas no espectro antro
da maldade,
consciências esfumadas,
nebulosas,
consumidas p’la nefasta
crueldade.
Pesadas são as consciências com
maldade
p’la tragédia do fogo
carregadas
e p'lo negro fumo da
insanidade!
Pelo ódio, finalmente,
irão estoirar
porque as populações,
já tão cansadas,
para os infernos as
irão mandar!
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Poema de Zélia ChamuscaFonte de imagem -Google
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