domingo, 21 de fevereiro de 2021

Dentro de casa com trancas fechadas

 

Gasta-se a vida sumida, e não volta,

Na angústia permanente que se sente…

Tamanho é o medo e grande a revolta!

Tão longe… Afastada… De tudo ausente…

 

Voam pelos ares, enfurecidos,

Disseminando a pandémica peste!

São demónios sem rosto, enraivecidos!

Para que no mundo nada mais reste!

 

Dentro de casa com trancas fechadas

Fugindo ao terror de mentes malvadas!

Almas penadas não têm perdão!

 

Lançam no mundo tão cruel maldade

Para exterminar a humanidade!

Demónios sem rosto; cobardes são!

                          «»

                      Poema de -      Zélia Chamusca

                               

 

 

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Está negro o inverno

 


 


Está negro o dia

de inverno frio

triste e gelado,

pela chuva molhado…

 

Está negra a natureza

de troncos nus, despida,

seca,  ressequida,

desfolhada,

de gelo salpicada

à espera do sol

para se aquecer

e poder reflorescer.

 

Está negra 

a natureza humana doente

por tanta dor  que sente

neste mundo cruel,

feroz, que dói

mata e destrói.

 

Tudo é sofrimento

e  tormento

neste inverno

de inferno

em que o amor sumiu

nas brumas negras

da tempestade demoníaca

das almas penadas,

amaldiçoadas…

      «»

                Zélia Chamusca

                      2021-01-21