Gasta-se a vida sumida, e
não volta,
Na angústia permanente que
se sente…
Tamanho é o medo e grande a
revolta!
Tão longe… Afastada… De tudo
ausente…
Voam pelos ares, enfurecidos,
Disseminando a pandémica
peste!
São demónios sem rosto, enraivecidos!
Para que no mundo nada mais
reste!
Dentro de casa com trancas
fechadas
Fugindo ao terror de mentes malvadas!
Almas penadas não têm
perdão!
Lançam no mundo tão cruel
maldade
Para exterminar a humanidade!
Demónios sem rosto; cobardes
são!
«»
Poema de - Zélia Chamusca

