Por Zélia Chamusca
O amor não é sexo; o amor é
energia que deve ser aproveitada para sublimação, elevação do espírito.
Devemos aproveitá-la na
criatividade, na arte, na ciência, na elevação espiritual; se a utilizarmos no
sexo reduzindo-a ao prazer momentâneo meramente animal, esta energia perder-se-á
e em nada se elevará.
Se a utilizarmos no intelecto
não se perderá, antes se eternizará porque transformada em sublimação.
O filósofo Platão diz que
"o amor é um pulso ascensional da
alma rumo à sabedoria".
Com efeito, é esta energia, o "pulso ascensional da alma" que é origem de tudo, de tudo o que criamos à imagem de Deus.
Para Santo Agostinho Deus é
Amor.
Neste contexto, Deus,
Criador de toda a Natureza, é a Suprema Energia donde nós emanamos pela obra da
Criação para que, à Sua imagem, possamos pela mesma energia participar na
obra da criação, através do amor, energia, tal como Ele que por Amor se fez Artificie
Supremo de toda a Criação.
É nesta dialética que nos
poderemos sentir realizados, sublimados pelo Amor, força ascensional, a energia,
o verdadeiro Amor.
Elevarmo-nos através desta energia
que existe dentro de nós é amarmo-nos a nós próprios.
E só amando-nos a nós próprios
poderemos amar o outro.
Quem não se ama a si mesmo
não poderá amar nada, ninguém.
Em suma: não será feliz.
É fácil analisarmos as expressões
daqueles que nos torturam presentemente, neste mundo tão inumano e cruel, como tanta
crueldade realça de suas expressões. Eles não amam as pessoas porque não se
amam a eles próprios. Pretendem encontrar a felicidade através da ambição querendo tudo
só para si e acabam por ser e sentir-se os seres mais miseráveis que
existem no mundo enquanto pretendem o mundo só para si.
Tentemos, pois, começar por
nos amarmos a nós próprios aproveitando esta energia para nos elevarmos e
elevarmos os outros através da sublimação deste amor, o amor puro e verdadeiro.
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Ensaio Filosófico de - Zélia Chamusca