terça-feira, 27 de agosto de 2019

O mundo em que vivi já não existe...


 

Um mundo de elegância e de beleza,

De fascínio e de consciente loucura,

Sob o olhar de transparente leveza

E do ar que respirava de frescura…

 

Um mundo de “glamour”, de pleno encanto,

De saber, de educação e de cultura,

Transparecendo sob diáfano manto,

O pensamento verbal em doçura…

 

Agora, manto negro de poluição

Que cobre os céus do mundo em cada dia

Levando em nuvens negras a razão!

 

O mundo em que vivi já não existe...
Já não tem “glamour” nem educação…

Jaz em cinzas negras sobre o chão, triste…

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Poema de    -   Zélia Chamusca
Fonte de imagem -Google

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Dançam os Deuses na Lua


 

Estão no céu os deuses loucos

a festejar com  manjar  

fornecido p’lo negócio

de incêndios a deflagrar

 

E o pobre honesto a sofrer

por não poder respirar

e tão aterrorizado

de ver tudo a queimar

 

Quer fugir mas já não pode

que o fogo está a chegar

da sua casa está perto

e não o pode apagar

 

Vai ficar sem teto abrigo

na rua ele irá morar

ficando com a promessa

se ele a boca calar

 

Irá ter casinha nova

confortável p’ra morar

mas vai ter que estar tranquilo

e não estar a chorar

 
E os deuses loucos no céu

com os anjos a tocar

os clarins ao som do fogo

com foguetes a estoirar

 

De ambrósia embriagados

dançam os deuses na Lua

felizes e desvairados

porque ela é apenas sua

 

A Terra eles já queimaram

o oxigénio acabou

a Lua eles já compraram

mas o demónio os levou!

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                     Zélia Chamusca
Poema de - Zélia  Chamusca
Fonte de imagem - Google

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Já não há verão


           

Está toda a natureza destruída

pela mão do mais feroz animal

Não tem qualquer respeito pela vida

causando no planeta  tanto mal

 

Encobriu-se o sol já não há verão

nem lua a brilhar em noites de luar

Já nada mais resta que a destruição

e a lua triste escondida a chorar

 

O sol brilhante da minha infância

que iluminava  a Terra sorridente

não existe porque é tanta a ganância

que destrói o mundo completamente

 

Encobriu-se o sol já não há verão

que me acariciava tão meigamente

nas tardes longas e quentes de então

restando a memória tão simplesmente

 

Agora é tudo tão negro de inverno

e a natureza cansada resiste

até sucumbir nas chamas  do inferno      

em que a mão humana e cruel insiste.

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Poema de - Zélia Chamusca