o pirómano incendiário!
Será que anda o mundo absorto
cansado deste fadário?
Os incêndios se repetem
sempre que chega o verão!
Não sabem como acontecem,
ninguém se preocupa, não…
Organizam-se assembleias,
discute-se a prevenção;
surgem então as ideias
sem saberem a razão!
Na origem não se fala;
nem é preciso falar!
É assunto que se cala;
é preciso é reordenar,
sim, reordenar a floresta
e fazer a prevenção,
mas nem a palavra resta
no incumprimento da ação.
Nem sequer com a dimensão
desta tragédia recente,
se importam com a razão
que matou já tanta gente!
Quem comete hedionda ação
não é gente de certeza.
Nunca pode ter perdão
quem destrói a natureza!
Quem deita fogo à floresta?
Procura-se, vivo ou morto.
Este espécime não presta!
Anda o mundo, assim, tão
torto!
«»Poema de - Zélia Chamusca
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