Sou única, singular entre gente.
De gente que deambula à minha frente
Perdida, no meio da multidão
Que faz da tela a
comunicação.
Não sabem dialogar, conversar…
Nem sequer parar para poder pensar…
Autómatos, no vácuo alienados,
Máscaras de viventes transmutados…
As mentes enterradas nos ecrãs,
Em casa, na rua, por todo o lado,
Vagueiam absortos no triste fado…
E eu como algumas poucas mentes sãs,
De compreensão, diálogo e de cultura,
Tal rato em biblioteca, é a postura.
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Poema de - Zélia Chamusca

