São lágrimas secas
No rosto espelhadas.
Correm entre sulcos
Ao peito levadas.
De sabor a mar,
Lágrimas salgadas
Que por entre as ondas
Correm enlutadas.
Com tristeza e dor,
No vazio perdidas,
Vagueando errantes...
Lágrimas sentidas...
Lágrimas de sangue
Que só eu as sinto,
Pelo outono secas
Num inverno faminto
De luz e calor,
No frio sepulcral,
Tétrico, vazio,
Onde há tanto mal!
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Zélia Chamusca
