Já me
falta a inspiração
Para
qualquer narração
Entre
tanta ignorância
Que
vejo em cada instância.
Quer
seja na arte poética
Perdida
sem qualquer ética
Ou
narrativa prosaica
Em
qualquer forma sou laica.
Há
tanta falta de senso
Em
certa gente que penso
Deviam
ser educados
São
doutores, são mestrados…
Abrem
boca e sai asneira
Tudo
de qualquer maneira
Com
o cérebro afetado
É viral
por todo o lado.
Em
vez de tapar a boca
Esta
gente é tão louca...
Tira
a máscara p’ra falar
Para
o Corona espalhar…
E, ele
solto p’lo ar
Voa,
voa, sem parar
Feliz
que está a vencer
Com
os velhos a morrer.
Diziam
ser democrático
Só acredita o lunático
Pois
se entra em cada Lar
E,
os idosos vai matar…
Corre,
corre de alegria
Ajuda a economia.
Co’as
despesas reduzidas…
E,
as famílias esquecidas…
Vejo
tanta pasmaceira
Tudo
de qualquer maneira…
Nem
parecem ser pensantes
Estes
seres bem falantes…
«»
Zélia Chamusca

