quarta-feira, 28 de junho de 2017

Procura-se vivo ou morto

                                                   (Procura-se morto ou vivo)
 
 
 
 
 Procura-se vivo ou morto

o pirómano incendiário!

Será que anda o mundo absorto

cansado deste fadário?

 
Os incêndios se repetem

sempre que chega o verão!

Não sabem como acontecem,

ninguém se preocupa, não…

 
Organizam-se assembleias,

discute-se a prevenção;

surgem então as ideias

sem saberem a razão!

 
Na origem não se fala;

nem é preciso falar!

É assunto que se cala;

é preciso é reordenar,

 
sim, reordenar a floresta

e fazer a prevenção,

mas nem a palavra resta

no incumprimento da ação.

 
Nem sequer com a dimensão

desta tragédia recente,

se importam com a razão

que matou já tanta gente!

 
Quem comete hedionda ação

não é gente de certeza.

Nunca pode ter perdão

quem destrói a natureza!

 
Quem deita fogo à floresta?

Procura-se, vivo ou morto.

Este espécime não presta!

Anda o mundo, assim, tão torto!
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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google                   
            
 

4 comentários:

Monica Pamplona disse...

A busca pela justiça não pode parar. E o teu clamor poético é um desabafo, que faz jus.
Parabéns, pela grande composição, nobre poetisa.

Zélia Chamusca disse...

Muito grata, Minha Querida Monica.
É um poema sem poesia.
É a realidade.
Beijinho,
ZCH

luandamaputobybycicle disse...

Há tantos especialistas/Em matéria criminal/Porque é que não apanharam ainda/Alguém para levar a tribunal? F.C.

Zélia Chamusca disse...

Trata-se de uma rede internacional de crime organizado em que o Poder é conivente.
Dixit.

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