quarta-feira, 28 de outubro de 2020

                                           SOU PRESA ACORRENTADA

 

Sou a presa acorrentada

Na vida de liberdade

Pelo demónio coartada

Sem qualquer moralidade.

 

Não tem rosto, tem maldade

Não tem mais que ambição

Destruir a humanidade

Sem ter dó nem coração.

 

Não entendo tanto ódio

Tanta monstruosidade

Faz da Terra um manicómio

Dançando na impunidade.

 

Mas o Juízo Final

Brevemente irá chegar

E exterminado este mal

Nós nos iremos amar.

                    Zélia Chamusca