Andam de cabeça baixa
Debruçada no écran,
Alienados duma faixa,
São os homens de amanhã.
Estão
à mesa e não largam
Tal
aparelho da mão;
Só
comem e nunca falam
Não há
comunicação.
Nem para
o prato eles olham;
Só há
olhos para o écran.
Os que
estão à volta sobram
Na
vida já oca, vã.
E
quando se vão deitar
Lindos
sonhos irão ter
Pois de manhã, ao acordar,
A
seu lado o irão ver !...
Mas p´ra que serve o écran?
Claro
que para jogar…
Numa
vida que é tão vã
O que
se pode esperar?
São
os novos trogloditas
Dos tempos
que hoje correm
Só vagas
palavras ditas
Por vezes
da boca saiem...
Anda
o mundo alienado
Com seres
tão aberrantes
Espalhados
por todo o lado!
Já
nada é como dantes…
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Zélia Chamusca
2022-11-15
