A poesia fala-me de
amor,
De paixão,
De sentimento
E de emoção.
A poesia é sublime
arte
Que, espontaneamente,
de mim
Brota, do meu ser
E do meu ser é imensurável
parte,
Sem limite, sem fim.
Tudo é poesia…
É a magia de viver…
A poesia é a arte de
definir o indefinível,
O que existe de mais
sensível,
Ela é a linguagem de
exprimir
O que de outra forma
se não pode traduzir.
É a dialética inata,
pura, do dizer
O que concerne ao
enigma do ser.
A poesia brota de mim
Como uma explosão
orgásmica
Em momentos
sucessivos
Imensamente sentidos…
Num prazer
infindável,
Quanto insaciável…
Num culminar de
sentimentos,
De paixões,
De emoções,
No mais perfeito
clímax de amor
Que se consubstancia
no - POEMA.
Zélia Chamusca
Zélia Chamusca

3 comentários:
Excelente. Só um poeta, neste caso uma poetisa de excelência, é capaz de definir a poesia com a objectividade e beleza com a Zélia o fez, mas foi mais longe, para além de definir a poesia definiu também a poetisa e como ela se deixa possuir pela poesia "como uma explosão orgásmica". Como não poderiam ser tão belos os poemas saídos desta relação sublime entre a poetisa e a poesia? Parabéns granse poetisa Zélia Chamusca.
Meu Querido Amigo e Poeta Guilherme Duarte,
Seu comentário é, extraordinariamente, gentil, simpático e incentivante para mim. Eu divulguei por grupos e têm apreciado.
E, curiosamente, no lançamento do Livro, a Isabel Branco leu este poema logo a seguir à apresentação pelo Editor.Porque o escolheu?
Deve ter gostado.
Penso, apenas, que deverei ter conseguido definir o que sinto pela poesia, o que é para mim, e, a forma como ela, de facto, sai...
Eu não levo mais que uns três ou quatro minutos a escrever um poema. Não penso.
Suge a ideia ou ao sentimento e se tenho oportunidade de pegar numa caneta ele sai mesmo, abruptamente. E isto dá-me um enorme prazer e alívio da alma.É minha alma que experimenta o orgasmo e não o corpo como é evidente...
Não viveria sem a poesia...
Muito grata e beijinho,
ZCH
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