segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Abrem a boca e sai asneira


 
 
Já me falta a inspiração

Para qualquer narração

Entre tanta ignorância

Que vejo em cada instância.

 

Quer seja na arte poética

Perdida sem qualquer  ética

Ou narrativa prosaica

Em qualquer forma sou laica.

 

Há tanta falta de senso

Em certa gente que penso

Deviam ser educados

São doutores, são mestrados…

 

Abrem boca e sai asneira

Tudo de qualquer maneira

Com o cérebro afetado

É viral por todo o lado.

 

Em vez de tapar a boca

Esta gente é tão louca...

Tira a máscara p’ra falar

Para o Corona espalhar…

 

E, ele solto p’lo ar

Voa, voa, sem parar

Feliz que está a vencer

Com os velhos a morrer.

 

Diziam ser democrático

 acredita o lunático

Pois se entra em cada Lar

E, os idosos vai matar…

 

Corre, corre de alegria

 Ajuda a economia.

Co’as despesas reduzidas…

E, as famílias esquecidas…

 

Vejo tanta pasmaceira

Tudo de qualquer maneira…

Nem parecem ser pensantes

Estes seres bem falantes…

                «»

                   Zélia Chamusca

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Reinará em nós o Amor



Vivemos num mundo em guerra

Há fome tristeza e dor

A morte paira na Terra

É um caos de estertor

 

Um inimigo sem rosto

Quer destruir a humanidade

Mas tudo será reposto

Dentro da normalidade

 

Com força dentro de nós

A luta vamos vencer

Juntos não estaremos sós

E em paz iremos viver

 

Novo mundo irá surgir

E não haverá mais dor

Se nos soubermos unir

Reinará em nós o AMOR.

               «»

              Zélia Chamusca




sábado, 8 de agosto de 2020

Amor nunca esquecido


 

 Já vivi o maior encanto

Que a vida nos pode dar

Porque te amei tanto, tanto,

Foi um sonho de encantar…

 

Sonho feito realidade

O que a vida me deu

Vivida na verdade

Bênção que só Deus me deu.

 

Vivi tanto, tanto, tanto

Adormecida a sonhar

Embalada no encanto

Que a vida me pôde dar.

 

E por tanto eu viver

Neste meu encantamento

Nunca poderei esquecer

Todo e qualquer momento.

 

Em cada um dos momentos

Já passados bem vividos

Com o maior dos sentimentos,

O Amor nunca esquecido…   
                                                            «»        
                                                                   Zélia Chamusca    

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Na Clausura se Consumou…


 

Perderam-se as palavras

na angústia fechadas

no antro da escuridão

do mundo de poluição

 

Não podem ser salvas

no escuro levadas

por tanta ambição

 

A insensatez se esvaiu

no vácuo do pensamento

e a falta de tento

se esfumou e sumiu

 

E neste vazio sem palavras

o pensamento

na apatia ficou

debruçando-se  sobre si

se fechou

e não mais voltou

 

Na clausura se consumou…

                 «»

                               Zélia chamusca

                                                                                                       2020-07-03

sábado, 13 de junho de 2020

Viram passar a Solidariedade?




Procuro-te Solidariedade,

por aqui e por ali, por todo o lado,

escondeste-te na bruma do Templo,

beleza de alma, santidade …

 

Não entendo, porque tão difícil de encontrar…

Jóia rara, em cofre guardada,

em ara sagrada…

 

Procuro-te Solidariedade!

Ouço  a tua voz ao longe…

E, grande é a minha ansiedade…

 

Ouvi dizer que agora chegaste

e procurei-te, procurei-te…

Por onde passaste?

 

Estavas a demorar,

mas, pensei que estarias a chegar

e esperei, esperei…

 

Foi grande a desilusão.

Tantas ruas percorridas

sob as folhas secas que caíam no chão

enquanto a dor forte sentida

no meu saudoso coração

que ia sangrando, sofrida,

enquanto te buscava…

 

Não te vi…

Desisti,

porque era forte a dor que eu senti

por ti.

 

Andas longe, muito longe…

Perdida no tempo…

No Templo?

 

Saudade,

destruíram o Templo…

Mas, continuo a ouvir a tua voz…

 

Quem és tu?

Onde estás

Solidariedade?

 

Eu, sou a Saudade…

              «»

            Zélia Chamusca

 

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Pararam-me a vida que querem coartar






Pararam-me a vida

Que querem coartar

Demónios na Terra

Que andam pelo ar



Percorrem o Mundo

Muito bem escondidos

Por estes malditos

Somos perseguidos



Tanto p´ra viver

Num curto momento

Fazem-me perder

O já pouco tempo



O Mundo parado

Em longa clausura

E nós bem fechados

Tristes na amargura…

                «»

                    Zélia Chamusca

                       


quinta-feira, 14 de maio de 2020

Ah! O “glamour”…

 

 

Gosto da educação, da etiqueta,

do requinte e do “glamour” !…

Tudo isto numa “praxis”

que traduz uma forma de estar

de ser e de pensar…

Um  “modus faciendi”,

uma forma  de agir

no caminho a traçar…

Duma sociedade evoluída,

solidária e humana,

culta e instruída…

 

Hoje, não há educação, nem moral.

Em tudo há um mal-estar.

Não há respeito pelo outro…

Que ética ?!

Que forma de estar,

de viver e de pensar?!

 

Hoje, só se vêm pés descalços,

esfarrapados pelas ruas,

mentes nuas…

Dizem que são os senhores,

todos doutores…

Olho em redor e não vejo nenhum…

 

Vejo muitos ditos humanos,

insanos…

Selvagens…

Os animais mais selvagens…

Sem o mínimo de respeito

e de amor pelo outro

e por si próprio…

 

Tapa-se o rosto,

anda-se mascarado

para fugir ao vírus

por eles soltado…

 

Sim. Lançado pelos ares

 e difundido por todo o planeta.

Não há maior crime que se cometa!

 

Não se curam doenças;

tornam-se  crónicas.

Tratam-se as patologias.

Que ironia…

 

Em tudo se procura o negócio,

o dinheiro sujo pela ambição

de mentes sujas como a atmosfera

carregada de negridão

causada pela destruição…

Já nada é como era…

 

E, neste antro de tristeza e podridão,

como pode haver educação,

etiqueta, requinte e  “glamour”?

Ah! O “glamour”…

                      «»

                       Zélia Chamusca