Perderam-se as palavras
na angústia fechadas
no antro da escuridão
do mundo de poluição
Não podem ser salvas
no escuro levadas
por tanta ambição
A insensatez se esvaiu
no vácuo do pensamento
e a falta de tento
se esfumou e sumiu
E neste vazio sem palavras
o pensamento
na apatia ficou
debruçando-se sobre si
se fechou
e não mais voltou
Na clausura se consumou…
«»
Zélia chamusca
2020-07-03

11 comentários:
E consumou-se de uma forma fabulosa! Na clausura as palavras criaram asas, tomaram forma de pássaro... e voaram; alto! Bem alto! Longe! Bem longe...
Belo poema Zélia, mesmo muito belo
Gostei do seu poema e música..
Por acaso tenho em primeira página,
um vídeopoema sobre Lisboa...
Saudações poéticas!
Fico feliz com o seu comentário. Obrigada,Paula, meu Luar Encontrado. Beijinho,
ZCH
Grata pelo seu importante comentário.
Já vi dois dos seus video poemas que são uma maravilha. Parabens!
Maravilhoso poema que adorei. Beijinhos
Fico feliz por apreciar o meu poema.
Obrigada, Rosa Branca.
ZCH
As palavras são a expressão do pensamento e devem voar em liberdade para que a liberdade de expressão se não perca.
Saudações poéticas.
Juvenal Nunes
É verdade o que diz mas acontece que por vezes as palavras ficam sufocadas pela dor sentida.
Grata pela sua presença e inteligente comentário
Lindo! Os tempos de clausura, inspiram os poetas. Mas são tempos onde tantas vezes nos foge o sorriso!
Saudações poéticas!
A.S.
Una bella manera de plasmar la emoción desde el dolor.
Qué bonito tu poema.
Besos.
Maria Sun,
Fico feliz por ter apreciado o meu poema.
Grata pelo comentário incentivante.
Beijinho,
ZCH
Enviar um comentário