segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Abrem a boca e sai asneira


 
 
Já me falta a inspiração

Para qualquer narração

Entre tanta ignorância

Que vejo em cada instância.

 

Quer seja na arte poética

Perdida sem qualquer  ética

Ou narrativa prosaica

Em qualquer forma sou laica.

 

Há tanta falta de senso

Em certa gente que penso

Deviam ser educados

São doutores, são mestrados…

 

Abrem boca e sai asneira

Tudo de qualquer maneira

Com o cérebro afetado

É viral por todo o lado.

 

Em vez de tapar a boca

Esta gente é tão louca...

Tira a máscara p’ra falar

Para o Corona espalhar…

 

E, ele solto p’lo ar

Voa, voa, sem parar

Feliz que está a vencer

Com os velhos a morrer.

 

Diziam ser democrático

 acredita o lunático

Pois se entra em cada Lar

E, os idosos vai matar…

 

Corre, corre de alegria

 Ajuda a economia.

Co’as despesas reduzidas…

E, as famílias esquecidas…

 

Vejo tanta pasmaceira

Tudo de qualquer maneira…

Nem parecem ser pensantes

Estes seres bem falantes…

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                   Zélia Chamusca

4 comentários:

vieira calado disse...

Olá, amiga!

Passei para ler e desejar-lhe um bom mês e Setembro.

Saudações poéticas

Zélia Chamusca disse...

Também para si, Amigo, Vieira Calado, tudo de bom.
Abraço fraterno,
ZCH

MARILENE disse...

E são muitos os falantes, que ignoram o que é devido e seguem adiante, simplesmente. Bjs.

Zélia Chamusca disse...

Marilene, digo-lhe que nunca vi tanta asneira a sair da boca daqueles que deviam ter contenção no que dizem…
E não só asneira mas falta de cultura, de conhecimento e, fundamentalmente, do rigor da linguagem, da nossa língua, o português.
Grata pela sua tão agradável presença. Beijinho, ZCH

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