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Poema e formatação de - Zélia Chamusca
POEMAS SÃO PÉTALAS DE FLORES VOGANDO NO RIO DO SENTIMENTO. FELIZES OS QUE AS APANHAM E SENTEM.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Quem me dera voar para ao céu subir!
Voar como um pássaro livre eu
queria
p’ra subir ao céu infinito
sem fim
e senti-lo num clima de estesia,
ao som dos anjos num toque
de clarim!
Quem dera ser pássaro e não
sentir
a dor forte que corrói dentro
de mim
e, apenas, doce chilrear
poder ouvir
entre pétalas de flores
carmesim!
Quem dera encontrar a
felicidade
e no encanto do amor poder
viver;
o que não encontro nesta
sociedade…
Quem dera poder voar e não
sentir
os erros humanos que me
fazem sofrer…
Quem me dera voar para ao céu
subir!
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Zélia Chamusca
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quarta-feira, 17 de junho de 2015
A Selva do Mundo
No mundo existe uma selva
De viventes tão traidores
Que disputam entre si a erva
Ferozes devoradores!
A erva da manjedoura
Rapinam com frenesi
Erva fresca da lavoura
Que o pobre semeou p’ra si.
No mundo é o animal bravio,
Que é o mais feroz que, aqui, existe,
Que para saciar o cio
No ataque ao fraco persiste!
A boa “praxis” desconhece
Este predador voraz
Que só a rapina conhece
Na forma que mais lhe apraz.
Consegue ter mesa farta
A rapinar o mais fraco
De barriga bem cheia,
lauta
E p’ros outros é tão
parco…
Entre rivais se disputa
E a arte da rapina é a luta,
Não descansa na labuta,
Seu espaço é a arena poluta!
Dele tão negra aura emana,
Com que age ardilosamente,
Tornando-o entre a raça humana
O mais feroz ser vivente!
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Zélia Chamusca Fonte de imagem - Google
sábado, 13 de junho de 2015
O Vazio da Palavra Amar
Triste dia de inverno
Em pleno verão,
Triste como o inferno
Tudo é negridão.
Tão negro, tão opaco,
Sem força e sem ânimo
E o espírito fraco
Com grande desânimo
P’las mentes malévolas
Cheias de indignidade,
De negras auréolas
Nesta sociedade!
É preciso força
Para derrubar
Tudo o que distorça
A palavra amar!
Esta é uma palavra
Que só tem sentido
Quando o peito a lavra;
Tudo é permitido!
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Poema de - Zélia Chamusca
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quinta-feira, 4 de junho de 2015
Depressa levanto o véu da tristeza
Sempre que me lembro
Do que nunca esqueço
Porque me relembro,
Até desfaleço
Quando ao despertar
De meus olhos brotam
Salpicos do mar
Que as lágrimas soltam.
Depressa levanto
O véu da tristeza
E todo o meu pranto
Se torna beleza!…
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Zélia Chamusca
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quarta-feira, 20 de maio de 2015
São Rosas
Que no sopro do vento são
levadas.
São de rosas vermelhas
perfumadas
Que na imensidão dos céus são
espalhadas.
São o símbolo do amor que em
mim ficou
E que a vida para sempre marcou.
São a luz celeste que a alma
iluminou.
São a esperança que do meu
ser brotou.
São o perfume que me inebria
e conforta.
São na vida o que de mim tudo
brota,
São a presença do amor à minha
volta,
São a força que a alma
sustem e suporta.
São estrelas cintilantes a brilhar,
São luz perene para iluminar
O caminho que tenho que
traçar
Na subida ao céu p’ra nelas
tocar.
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Zélia Chamusca
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domingo, 10 de maio de 2015
Depois da Euforia
Depois da euforia
de exuberante alegria,
o encontro da realidade,
saudade…
A sensibilidade
à flor da pele,
a autenticidade,
o encontro consigo mesmo
no desencontro em que se
encontram
o pensamento e a alma,
numa acalmia
em que a ironia
apaga a fantasia
da comédia teatral
que confunde o real,
e, a realidade
acorda adormecida
na angustiante saudade…
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Zélia Chamusca
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