No mundo existe uma selva
De viventes tão traidores
Que disputam entre si a erva
Ferozes devoradores!
A erva da manjedoura
Rapinam com frenesi
Erva fresca da lavoura
Que o pobre semeou p’ra si.
No mundo é o animal bravio,
Que é o mais feroz que, aqui, existe,
Que para saciar o cio
No ataque ao fraco persiste!
A boa “praxis” desconhece
Este predador voraz
Que só a rapina conhece
Na forma que mais lhe apraz.
Consegue ter mesa farta
A rapinar o mais fraco
De barriga bem cheia,
lauta
E p’ros outros é tão
parco…
Entre rivais se disputa
E a arte da rapina é a luta,
Não descansa na labuta,
Seu espaço é a arena poluta!
Dele tão negra aura emana,
Com que age ardilosamente,
Tornando-o entre a raça humana
O mais feroz ser vivente!
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Zélia Chamusca Fonte de imagem - Google

2 comentários:
Zélia, além de muito belo, seu poema traduz a realidade. O homem, que se diz racional, perde em muito quando comparado aos demais animais. Bjs.
Olá, Marilene,
O poema, para mim, nada tem de poesia, a não ser a forma em redondilha maior e a metáfora.
Contudo, insere-se, quanto ao tema e linguagem, no género de poesia de intervenção social a que chamam de biopoesia, mas, esta não pode conter metáforas. É bem mais dura e realista.
De beleza nada tem. Tem sim a realidade negra e crua. Triste realidade que, quanto eu gostaria não ver nem sentir.
Grata, pela sua agradável presença.
Beijinho,
ZCH
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