quarta-feira, 17 de junho de 2015

A Selva do Mundo






   

 

No mundo existe uma selva

De viventes tão traidores

Que disputam entre si a erva

Ferozes devoradores!

 

A erva da manjedoura

Rapinam com frenesi

Erva fresca da lavoura

Que o pobre semeou p’ra si.

 

No mundo é o animal bravio,

Que é o mais feroz que, aqui, existe,

Que para saciar o cio

No ataque ao fraco persiste!

 

A boa “praxis” desconhece

Este predador voraz

Que só a rapina conhece

Na forma que mais lhe apraz.

 

Consegue ter mesa farta

A rapinar o mais fraco

De barriga  bem cheia, lauta

E p’ros  outros é tão parco…

 

Entre rivais se disputa

E a arte da rapina é a luta,

Não descansa na labuta,

Seu espaço é a arena poluta!

 

Dele tão negra aura emana,

Com que age ardilosamente,

Tornando-o entre a raça humana

O mais feroz ser vivente!

                 «»


 
 Zélia Chamusca                
                              







Fonte de imagem - Google

2 comentários:

MARILENE disse...

Zélia, além de muito belo, seu poema traduz a realidade. O homem, que se diz racional, perde em muito quando comparado aos demais animais. Bjs.

Zélia Chamusca disse...

Olá, Marilene,

O poema, para mim, nada tem de poesia, a não ser a forma em redondilha maior e a metáfora.
Contudo, insere-se, quanto ao tema e linguagem, no género de poesia de intervenção social a que chamam de biopoesia, mas, esta não pode conter metáforas. É bem mais dura e realista.
De beleza nada tem. Tem sim a realidade negra e crua. Triste realidade que, quanto eu gostaria não ver nem sentir.
Grata, pela sua agradável presença.
Beijinho,
ZCH

Enviar um comentário