domingo, 30 de dezembro de 2018

Verdade, mito e magia do Ano Novo


  Por Zélia Chamusca
 
O Ano Novo insere-se no contexto temporal das festividades do Natal que o antecede com o nascimento de Jesus, não se sabendo ao certo quando nasceu é celebrado a 25 de Dezembro. Trata-se de uma festa religiosa celebrada, em todo o mundo, pelos cristãos.
 As festividades natalícias terminam, em Portugal, a 6 de Janeiro, dia de Reis, dos Reis Magos que, na verdade, não eram reis, mas apenas, magos que teriam profetizado a vinda do Messias, Jesus, que defendeu os pobres, libertou os presos e os oprimidos, recuperou a vista aos cegos, defendeu a mulher adultera e, tendo cumprido a Sua Missão, deixou-nos uma Mensagem de Amor. Disto nos falam as escrituras. Na verdade, Jesus foi um defensor do pobre, do indefeso, e, por isso, foi pelo Poder Romano morto na cruz ladeado por dois ladrões também condenados e mortos.

Jesus foi Homem e Espírito Superior que, no cumprimento da Sua Missão, repito, nos deixou  uma Mensagem de Amor:  

 “Eu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (João 13,34).


O Natal é envolto em mistério, mito e verdade. Mas, não irei falar nisso, em mistério, porque o tema aqui pretendido é “verdade, mito e magia do Ano Novo”.


A Verdade do Ano Novo
A ciência da astronomia diz-nos que o Ano Novo é um recomeço do percurso dum ciclo completo da Terra, em torno do sol, no seu movimento de translação (e, simultaneamente, de rotação em torno do seu eixo) que tem a duração de 365 dias e mais umas 5 horas e alguns minutos. Esta duração não é exatamente igual em todo o mundo, é, meramente, convencional. Em Portugal e na maioria dos países que seguem o calendário Gregoriano de origem europeu, começa a 1 de Janeiro e termina a 31 de Dezembro.
 
Esta é a verdade, a realidade científica do Ano Novo que é recomeço, renovação manifesta na própria natureza e, consequentemente, o reinício da calendarização.
 
Todo este recomeço é culturalmente envolto em infindáveis mitos e superstições variáveis face à cultura especifica de cada sociedade, sendo a celebração festiva do acontecimento, começo de um novo ciclo, Novo Ano, revestida de imensa magia em todo o mundo.
 
É uma festa de luz, de cor, de som, de alegria, de beleza, a sinestesia mais perfeita que se poderá descrever.
 
Toda a festividade do Ano Novo, festa do fim de um ciclo e recomeço de outro, do movimento da Terra em torno do sol, com tanta beleza, cor e alegria é assente em mito e magia.
 
Mito e magia
O Ano Novo é entendido culturalmente, em todo o mundo, como o começo de uma nova era.  É o mito da transformação magicamente esperada.
 
É o pensamento coletivo de que tudo vai mudar para melhor, sem nada termos feito para isso, mas, apenas, por pura magia. Por exemplo: 
 
Se eu me vestir de branco irei ter paz, se me vestir de amarelo irei ter dinheiro, se comer romãs serei afortunada, se comer frutos secos, nozes, figos, e as doze passas de uva exatamente à meia-noite, terei um Novo Ano cheio de prosperidade. E se beber champanhe, todos os males do ano velho serão afastados, etc., etc.
 
Existem imensos mitos conforme a cultura do povo que celebra este acontecimento meramente astronómico, da passagem de um ciclo a outro.
 
Como já referi no artigo anterior que escrevi “O Mito do Natal”, o mito é suposto ser uma verdade absoluta quando se trata de um acontecimento religioso. Ainda hoje, nos nossos dias, assim é. Sendo o Ano Novo a continuidade das celebrações natalícias, consideradas verdadeiras porque sagradas, tudo o que, culturalmente nos foi transmitido vai sobrevivendo através dos séculos, porque, repito, cultural e religioso. Tudo o que é religioso nunca é visto aos olhos da racionalidade, mas sim da fé. São dogmas e, estes aceitam-se ou não se aceitam. A maioria aceita, porque é o poder da cultura. É a cultura que constituindo um fenómeno de socialização confere à pessoa a humanidade. 
 
Porém, toda esta festividade não é mais que uma alienação momentânea em que se esquece tudo e se brinca e se diverte porque é festa!
 
 A superstição de que tudo vai ser melhor sem nada fazermos para isso, não é mais que a Magia do Ano Novo, é o que se pensa, mas nada acontece contrariando as leis naturais esperando que a magia aconteça.  Não se muda o mundo por a Terra recomeçar o seu movimento de translação à volta do sol, ou afastarmos todos os males se brindarmos com espumante, ou concretizarmos os nossos sonhos comendo frutos secos; mas sim, concretizá-los-emos e mudaremos o mundo se tivermos trabalhado para isso e seguido Jesus na Sua Mensagem e,  se não conseguirmos amar os outros, comecemos por nos amarmos a nós próprios porque se não nos amarmos a nós próprios nunca poderemos amar alguém.

Lembremo-nos que o Amor é a fonte de todo o bem.
 
Santo Agostinho diz-nos:
 
“Ama e faze o que quiseres, porque desta raiz só pode nascer o bem”
 
Tenha um Feliz Ano Novo

                                                                    Zélia Chamusca

                                                                                  Ano Novo de 2019

 Fonte de imagem - Google

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