quarta-feira, 13 de agosto de 2014

São Lágrimas










São lágrimas secas
Que de meus olhos brotam;

São lágrimas saudosas
Que na saudade se esgotam;

São lágrimas doridas
Pela dor sofridas;

São lágrimas de recordação
Cravadas no coração;

São lágrimas disfarçadas
Em sorriso transformadas;

São lágrimas que o rosto irradia
Em alegre fantasia...

São lágrimas que alegram e inebriam,
E, com o éter da saudade
A alma tranquilizam
E repousam na Eternidade...
               «»
                 
                                  Zélia Chamusca

ISBN-978-989-51-1504-4


4 comentários:

luar perdido disse...

São lágrimas que repousam na eternidade de uma alma sensível. São lágrimas tantas vezes escondidas em cada sorriso. Como entendo essas lágrimas. Poema cheio de paz na sua nostalgia.
Obrigada pela visita, e palavras que deixou, espero-a ter mais vezes no meu cantinho. Beijinho de "luar"

Zélia Chamusca disse...

Luar,
Conheci-te num quarto-crescente duma lua radiosa de infantilidade e adolescência. Hoje, és o luar que ilumina o mundo, o luar de uma lua cheia, mágica, clarividente, sensível e inteligente.

Grata por teu carinhoso e tão sensível comentário e em breve visitar-te-ei.

Beijinho,
ZCH

Nilson Barcelli disse...

Há lágrimas muito diferentes, ainda que todas sejam à base de cloreto de sódio...
Excelente poema, gostei imenso.
Zélia, tem um bom fim de semana.
Beijo.

Zélia Chamusca disse...

Grata, Nilson Barcelli, e tenha uma ótima semana.

Beijinho,

ZCH

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