POEMAS SÃO PÉTALAS DE FLORES VOGANDO NO RIO DO SENTIMENTO. FELIZES OS QUE AS APANHAM E SENTEM.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
O efémero sive eterno procurar
O percorrer da mente na busca do infinito
na consequente mudança de lugar
do trajecto
na procura do objecto
do amor e do amar,
assim é o ser humano
no seu eterno perguntar
enquanto ser
inacabado,
ser em vias de ser.
Este permanente perguntar
esgota-se no contínuo
efémero do procurar
na encruzilhada
do caminho,
da mudança
procurada,
em que se perde no caminhar.
O efémero é a vida
na sua mutabilidade
visando a eternidade.
O efémero é ideia ou conceito,
pensamento
que se transforma no tempo.
O efémero é o esgotar
o encontro do objecto do amor
e do amar.
Assim, o efémero
enquanto efémero
deixa de o ser
para se eternizar
na busca incessante
do ser humano
no desencontro de si próprio
à procura de se encontrar.
«»
Da obra - PALAVRAS DA ALMA
Chiado Editora

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