sexta-feira, 21 de setembro de 2012

UMA ESPÉCIE DE DIABO

   
 
Estamos todos a ver
A coisa que eu nunca vi
Uma espécie de diabo
Que anda à solta por aqui!

É uma espécie refinada
De requinte e malvadez,
Inovação criadora,
Olha a obra que ele já fez!

Tira ao pobre e dá ao rico,
Uma obra tão original,
Tira ao velho reformado,
Nunca, assim, vi tanto mal!

Rouba àquele que trabalha
Para encher bem o patrão
E rouba aos que trabalharam
P’ra mais tarde terem pão!

Puseram suas reformas
Nas mãos do Estado ladrão
Que se fartou de gozá-las
E, agora, deixa-os sem pão!

Besta assim não é diabo,
É uma espécie muito nova,
Terrível e perigosa,
De que já nos deu a prova!

E dizem os cientistas
Que é espécie já a abater
Porque é tão perigosa
Que nos faz demais sofrer!
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Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - A MENSAGEM - Podemos mudar o mundo
Chiado Editora
 
 
 
Fonte de Imagem - Google

4 comentários:

Anónimo disse...

Uma crítica corrosiva e bem verdadeira do estado a que chegou este país governado por por uma pandilha miserável.

Precisamos de mais denúncias destas.

Um beijinho querida Zélia

Zélia Chamusca disse...

Olá Querido Amigo,

É uma forma de nos manifestarmos contra estes.... que não encontro adjetivação adequada, porque o que estão a fazer não lembra ao diabo...

Beijinho,
ZCH

A. João Soares disse...

Cara Amiga Zélia,

Uma espécie corrosiva e resistente aos tratamentos habituais. Para eles só a exterminação incondicional e «irrevogável», irrecuperável.
Temos que compreender o esquema de multiplicação destes parasitas. Nas Jotas só aprenderam como atingir o objectivo de enriquecer muito, depressa e por qualquer forma. Fazem a corte aos poderosos da finança, a quem satisfazem todas as vontades para depois terem tacho vitalício, acumulado com os vindos de outros donos do Poder. E há um ministro com ÉNE tachos que critica a «podridão dos hábitos políticos». Nem sequer tem pudor nem a vergonha de se calar. Será que está consciente daquilo que tem feito???

Cumprimentos
João

Zélia Chamusca disse...

Olá, Amigo e Ilustre Senhor A. João Soares,

Quando vi, aqui, este seu comentário, desatei a rir, não sei porquê, talvez pela surpresa agradável.
No meio de tanta pulhice, de tanta podridão neste mundo o que me safa fazendo resistir é a minha grande capacidade de rir.

Nunca pensei que chegaríamos a este estado em que nos encontramos no meio de tanta corrupção, ladroagem, tanta sem vergonha, insensatez e desumanidade!

Nunca pensei...

Temos que ser resistentes e não calar dado que nós não temos meios para agir de outra forma e os que a têm, os que têm poder e força para agir de forma mais eficaz, esses, já foram comprados e está à vista o que se está a passar neste preciso momento.

É sempre o mais fraco que é, cobardemente, atacado, explorado, vilipendiado por estes autênticos demónios que vieram das profundezas dos infernos!

Temos que os reconduzir para lá de volta!

Abraço,
ZCH


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