Escravatura século vinte e um,
Dura, cruel, injusta e desumana.
Do Poder a mais déspota ação insana
Como jamais alguém viu em tempo algum.
Rouba-se o país, rouba-se a nação,
Rouba-se o pobre para dar ao rico,
Tanto há p’ra dizer mas aqui me fico,
Sobre energúmenos sem coração!
Luta com teu poder, trabalhador!
Não deixes reduzir-te à escravidão!
És a força do trabalho, és o motor!
Queremos uma sociedade pura,
Lutemos com a força da razão,
Derrubemos a nova ditadura!
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Zélia Chamusca
Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora
Fonte de imagem - Google

6 comentários:
Querida amiga poetisa.
É impressão minha ou teus poemas mudaram de rumo?
Não que estejam desmerecidos de louvor. Mas sinto que a revolta em teu peito está aflorando cada vez mais em teus versos.
Mas poetas também têm, por obrigação, denunciar e brigar por direitos devidos. Por isso a parabenizo com muito orgulho.
Bjssss
Querida Mónica, eu escrevo o que sinto.
Posso escrever até um poema de amor, mesmo sem ser amada, mas escrevo-o porque o sinto dentro de mim e, sonhar, às vezes é fácil e necessário.
Mas, Portugal está a viver uma crise muito dura. Este governo tem que ser derrubado.
Não tenho necessidade de sonhar ou até escrever sobre filosofia.
Tenho necessidade de protestar e esta é a minha forma de protesto.
Muito amor para si,
ZCH
Minha querida amiga Zélia Chamusca...a poesia é o sentir da alma em cada momento...é a fortaleza que exalta a alma do poeta...parabéns por este combativo poema...beijinhos de admiração...
Olá Querido Poeta e Amigo, não posso dizer o contrário porque apenas escrevo o que sinto em determinado momento.
Grata por seu agradável comentário e beijinho,
ZCH
Cara Amiga,
Gosto de ideias e sou um pouco indiferente ao seu veículo para chegarem aos outros. Mas a poesia tem uma força notável. Que seria Portugal se não tivesse havido o Luís de Camões, o Fernando Pessoa e muitos dos actuais rimadores?
Cristo pouco disse e nada escreveu,. Mas nesta data ele seria poeta para batalhar pela harmonia social, pelo respeito pelos diferentes e contra os actuais «romanos».
Este seu tema é muito actual. Há mais de meio século, pensou-se que tinham acabado as ditaduras, por efeito da II Guerra Mundial e que se iriam desenvolver as democracias. Mas foi puro engano. Hoje as democracias limitam-se à fantochada de eleições em que o povo é aliciado por campanhas mentirosas e de condicionamento psicológico ou lavagens ao cérebro a escolher entre várias listas onde constam nomes de gente «sem currículo, apenas com cadastro», sem preparação adequada, alguns eivados dos piores vícios e todos movidos pala forte ambição de enriquecimento rápido por qualquer forma. Feita e «a escolha, o vencedor rasga o papel das promessas da campanha e inicia uma ditadura até às eleições seguintes e vai enganado o povo e destruindo-lhe as forças com austeridades para na parte final anunciar melhorias a fim de poder vencer as eleições seguintes e continuar perpetuamente no Poder. Estamos em ditaduras a prazo, mas mais ferozes do que as de antes.
Faz também falta a disciplina «Organização Política e Administrativa da Nação. Para acabar com a ignorância da miudagem que ocupa os gabinetes do Governo,do Parlamento de eBelém.
Beijo
João
Ilustre Amigo A. João Soares,
Infelizmente as sociedades não têm evoluído em termos humanos. A exploração, o egoísmo, a guerra permanece, apenas, com um novo rosto, o rosto atual. Também o comportamento dos estadistas sofre influência da modernidade que por vezes não é mais que o regredir em aparente evolução enganando os cidadãos.
Por isso a escravatura que descrevo, neste poema, é a escravatura do século XXI.
A abolição da escravatura foi decretada a 25 de Fevereiro de 1869, em todo o Império Português, até ao termo definitivo de 1878.
"Fica abolido o estado de escravidão em todos os territórios da monarquia portuguesa, desde o dia da publicação do presente decreto.
Todos os indivíduos dos dois sexos, sem excepção alguma, que no mencionado dia se acharem na condição de escravos, passarão à de libertos e gozarão de todos os direitos e ficarão sujeitos a todos o deveres concedidos e impostos aos libertos pelo decreto de 19 de Dezembro de 1854."
D. Luís, Diário do Governo, 27 de Fevereiro de 1869
Porém, se nós refletirmos veremos que a escravatura nunca acabou, apenas tem mudado de rosto ao longo da história.
E não estaremos nós em guerra?
Que situação é esta na Europa que destruíram os países que antes eram ricos e desenvolvidos? Que situação é esta em que se tornam os pobres cada vez mais pobres, se destrói a classe média ficando os ricos cada vez mais ricos?
Que Europa é esta onde os povos não têm igualdade de direitos?
Que Europa é esta que é dominada pelo Poder que é o mesmo que destruiu os países levando-os à miséria?
Não é isto guerra?
A escravidão nunca acabou bem como nunca acabou a Ditadura.
A Ditadura também muda de rosto. Antes era a ditadura fascista; agora é a ditadura neoliberal.
É como A. João Soares diz:
"Feita e «a escolha, o vencedor rasga o papel das promessas da campanha e inicia uma ditadura até às eleições seguintes e vai enganado o povo e destruindo-lhe as forças com austeridades para na parte final anunciar melhorias a fim de poder vencer as eleições seguintes e continuar perpetuamente no Poder. Estamos em ditaduras a prazo, mas mais ferozes do que as de antes."
Esta gente (?') que nos (des)governa é formada em "subir pelas paredes a colar cartazes"...
Nenhum destes ditos ingressou na Universidade Estatal porquê?
Mas o pior mal é que nos deixamos desgovernar, espoliar, roubar por esta gente que entra com uma mão á frente e outra a trás e sai do Governo, governado!
Muito teria para dizer mas já não há mais espaço.
Muito grata, Amigo, e, beijinho,
ZCH
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