sábado, 8 de setembro de 2012

Escravatura Século XXI



                    


Escravatura século vinte e um,
Dura, cruel, injusta e desumana.
Do Poder a mais déspota ação insana
Como jamais alguém viu em tempo algum.

Rouba-se o país, rouba-se a nação,
Rouba-se o pobre para dar ao rico,
Tanto há p’ra dizer mas aqui me fico,
Sobre energúmenos sem coração!

Luta com teu poder, trabalhador!
Não deixes reduzir-te à escravidão!
És a força do trabalho, és o motor!

Queremos uma sociedade pura,
Lutemos com a força da razão,
Derrubemos a nova ditadura!
                      «»
                                               Zélia Chamusca


Da obra - A MENSAGEM - Podemos Mudar o Mundo
Chiado Editora
Fonte de imagem - Google

6 comentários:

Monica Pamplona disse...

Querida amiga poetisa.
É impressão minha ou teus poemas mudaram de rumo?
Não que estejam desmerecidos de louvor. Mas sinto que a revolta em teu peito está aflorando cada vez mais em teus versos.
Mas poetas também têm, por obrigação, denunciar e brigar por direitos devidos. Por isso a parabenizo com muito orgulho.
Bjssss

Zélia Chamusca disse...

Querida Mónica, eu escrevo o que sinto.
Posso escrever até um poema de amor, mesmo sem ser amada, mas escrevo-o porque o sinto dentro de mim e, sonhar, às vezes é fácil e necessário.
Mas, Portugal está a viver uma crise muito dura. Este governo tem que ser derrubado.
Não tenho necessidade de sonhar ou até escrever sobre filosofia.
Tenho necessidade de protestar e esta é a minha forma de protesto.
Muito amor para si,
ZCH

tem a palavra o povo disse...

Minha querida amiga Zélia Chamusca...a poesia é o sentir da alma em cada momento...é a fortaleza que exalta a alma do poeta...parabéns por este combativo poema...beijinhos de admiração...

Zélia Chamusca disse...

Olá Querido Poeta e Amigo, não posso dizer o contrário porque apenas escrevo o que sinto em determinado momento.
Grata por seu agradável comentário e beijinho,
ZCH

A. João Soares disse...

Cara Amiga,

Gosto de ideias e sou um pouco indiferente ao seu veículo para chegarem aos outros. Mas a poesia tem uma força notável. Que seria Portugal se não tivesse havido o Luís de Camões, o Fernando Pessoa e muitos dos actuais rimadores?
Cristo pouco disse e nada escreveu,. Mas nesta data ele seria poeta para batalhar pela harmonia social, pelo respeito pelos diferentes e contra os actuais «romanos».
Este seu tema é muito actual. Há mais de meio século, pensou-se que tinham acabado as ditaduras, por efeito da II Guerra Mundial e que se iriam desenvolver as democracias. Mas foi puro engano. Hoje as democracias limitam-se à fantochada de eleições em que o povo é aliciado por campanhas mentirosas e de condicionamento psicológico ou lavagens ao cérebro a escolher entre várias listas onde constam nomes de gente «sem currículo, apenas com cadastro», sem preparação adequada, alguns eivados dos piores vícios e todos movidos pala forte ambição de enriquecimento rápido por qualquer forma. Feita e «a escolha, o vencedor rasga o papel das promessas da campanha e inicia uma ditadura até às eleições seguintes e vai enganado o povo e destruindo-lhe as forças com austeridades para na parte final anunciar melhorias a fim de poder vencer as eleições seguintes e continuar perpetuamente no Poder. Estamos em ditaduras a prazo, mas mais ferozes do que as de antes.
Faz também falta a disciplina «Organização Política e Administrativa da Nação. Para acabar com a ignorância da miudagem que ocupa os gabinetes do Governo,do Parlamento de eBelém.

Beijo
João

Zélia Chamusca disse...

Ilustre Amigo A. João Soares,

Infelizmente as sociedades não têm evoluído em termos humanos. A exploração, o egoísmo, a guerra permanece, apenas, com um novo rosto, o rosto atual. Também o comportamento dos estadistas sofre influência da modernidade que por vezes não é mais que o regredir em aparente evolução enganando os cidadãos.

Por isso a escravatura que descrevo, neste poema, é a escravatura do século XXI.

A abolição da escravatura foi decretada a 25 de Fevereiro de 1869, em todo o Império Português, até ao termo definitivo de 1878.

"Fica abolido o estado de escravidão em todos os territórios da monarquia portuguesa, desde o dia da publicação do presente decreto.

Todos os indivíduos dos dois sexos, sem excepção alguma, que no mencionado dia se acharem na condição de escravos, passarão à de libertos e gozarão de todos os direitos e ficarão sujeitos a todos o deveres concedidos e impostos aos libertos pelo decreto de 19 de Dezembro de 1854."

D. Luís, Diário do Governo, 27 de Fevereiro de 1869

Porém, se nós refletirmos veremos que a escravatura nunca acabou, apenas tem mudado de rosto ao longo da história.

E não estaremos nós em guerra?

Que situação é esta na Europa que destruíram os países que antes eram ricos e desenvolvidos? Que situação é esta em que se tornam os pobres cada vez mais pobres, se destrói a classe média ficando os ricos cada vez mais ricos?

Que Europa é esta onde os povos não têm igualdade de direitos?

Que Europa é esta que é dominada pelo Poder que é o mesmo que destruiu os países levando-os à miséria?

Não é isto guerra?

A escravidão nunca acabou bem como nunca acabou a Ditadura.

A Ditadura também muda de rosto. Antes era a ditadura fascista; agora é a ditadura neoliberal.

É como A. João Soares diz:

"Feita e «a escolha, o vencedor rasga o papel das promessas da campanha e inicia uma ditadura até às eleições seguintes e vai enganado o povo e destruindo-lhe as forças com austeridades para na parte final anunciar melhorias a fim de poder vencer as eleições seguintes e continuar perpetuamente no Poder. Estamos em ditaduras a prazo, mas mais ferozes do que as de antes."

Esta gente (?') que nos (des)governa é formada em "subir pelas paredes a colar cartazes"...

Nenhum destes ditos ingressou na Universidade Estatal porquê?

Mas o pior mal é que nos deixamos desgovernar, espoliar, roubar por esta gente que entra com uma mão á frente e outra a trás e sai do Governo, governado!

Muito teria para dizer mas já não há mais espaço.

Muito grata, Amigo, e, beijinho,

ZCH

Enviar um comentário