terça-feira, 6 de março de 2012

QUERO SER ÁGUIA E VOAR, VOAR…




 
Quero ser

Águia e voar, voar...

Sobre a terra

E sobre o mar.

Subir até às estrelas

E lá junto a elas

Ver o mundo a girar

E, eu a voar, voar…

Sobre a terra

E sobre o mar.



Quero ser

Águia e voar, voar…

E em liberdade

Até ao céu chegar.


Quero o arco iris circundar

Daqui, até além-mar.

Sobre suas cores

De nuances de flores

Espelhadas no mar,

Em felicidade

Voar, voar…

Até à Eternidade,

Finalmente, chegar!...

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Poema de - Zélia Chamusca
Da Obra -  A NOSSA ANTOLOGIAXVI Volume
Associação Portuguesa de Poetas



6 comentários:

Anónimo disse...

O velho sonho do ser humano, voar. É um poema lindíssimo que transmite a leveza que sentimos, ou gostariamos de sentir, dentro de nós. Como gostariamos de levantar voo e das alturas contemplar a vida e o mundo que nos rodeia e que cá de baixo parecem tão limitados. Voar. Voar sempre...até a Eternidade. Que lindo! Um beijinho deste velho amigo.

Zélia Chamusca disse...

É verdade,é um velho sonho que recua aos primórdios da civilização,esta necessidade de voar, de liberdade...
Existem imensas histórias:lembremos a lenda de Dédalo e seu Filho Icaro, que, por se sentirem isolados na ilha de Creta, o pai Dédalo construiu umas asas para ele e outras para o filho que por se ter aproximado muito do Sol, as asas de cera derreteram-se e este desejo culminou com a morte de Icaro.Existem muitas tentativas verdadeiras ao longo da história,como a máquina voadora de Leonardo da Vinci,entre nós a passarola do Padre Bartolomeu de Gusmão, etc, etc. seria um nunca mais acabar...
E o nosso sonho continua a querer ultrapassar os limites da velocidade de 11.000Km/h dos aviões supersónicos que não conseguem atingir a desejada Eternidade...
Grata meu Grande Poeta, sensível, Guilherme Duarte e beijinho,
ZCH

Rosa Fonseca disse...

SER LIVRE...o sonho colado à matéria.
Mas no seguimento de um outro poema ser,que a liberdade se encontre na eternidade...
Que belos poemas!
RF

A. João Soares disse...

Cara Amiga Zélia,
Um sonho que muitas vezes procuramos tornar possível. Há cerca de 15 anos dei aulas na «Universidade Internacional para A Terceira Idade» na Rua as Flores. O Tema era escaldante e tem que ser gerido com prudência para não suscitar jogos de opinião de difícil condução. Era «Geopolítica e Geoestratégia, e destinava-se a observar e procurar compreender os jogos de Poder que explicam o que se passa internacionalmente. Para evitar partidarismos e atritos pessoais, convidava os alunos a imaginarem-se no espaço longe das mesquinhices locais e olhar com isenção e liberdade, sem paixões o que de lá longe se poderia observar. Era uma espécie da águia aqui descrita pela poetiza Zélia Chamusca. E as aulas decorreram sem conflitos, apesar de haver pessoas com cores políticas extremas. Recordo como se percebia a complexidade de problemas que se concentram em determinadas áreas e tudo o que daí resulta.

Cumprimentos
João

Zélia Chamusca disse...

Sim, muitas vezes para podermos ver e analisarmos com clareza e isenção certas situações é necessário libertarmo-nos de nossos preconceitos e distanciarmo-nos de nós próprios, dando liberdade ao pensamento agindo em consciência.
Grata por seu comentário,
ZCH

Zélia Chamusca disse...

Não sei porque não respondi à poetisa Rosa Fonseca.
Nunca é tarde para dizer que estou grata pela simpática presença.
ZCH

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