quarta-feira, 16 de junho de 2021

Reciprocidade

 



            


             Estou sempre contigo

Seja em que lugar for

Trago-te sempre comigo

Pois és o meu amor.

 

Sou parcela de ti

E indivíduo eu continuando

Contigo me fundi

Neste permanente a ti me dando.

 

Sendo eu parte de ti

Como estás tu no meu peito?

Eu nunca compreendi

Este amor tão sem jeito:

 

É que estando tu sempre comigo

Eu não posso deixar de estar

 

          Sempre contigo!

 

                        Zélia Chamusca

                            

sábado, 29 de maio de 2021

“Tempus Fugit”

 




     

       No tempo que me fugiu

Correndo eu me cansei

Atrás dele tropecei

Na vida que me iludiu

E quanto mais eu corria

Mais o tempo me fugia

O que nem sequer eu via.

 

Eu queria encontrar

No trabalho a Perfeição

Mas foi tal a ilusão

Na vida feita a sonhar

Não me deixando parar

P’ra num instante pensar

Que iria eu encontrar?...

 

No tempo que já perdi

E que gastei a correr

Afinal fui esquecer

Tudo aquilo que aprendi

No muito que estudei

Na Filosofia que pensei

Felicidade encontrei.

 

A busca da Perfeição

Conseguirei alcançar

Quando no tempo parar

P’ra lenta meditação

Pois no contínuo correr

Corro o risco de perder

A essência do meu Ser.

               «»

                  

Poema de  -    Zélia Chamusca


domingo, 25 de abril de 2021

Em 25 de Abril de 2021

 

Hoje enquanto tomava o pequeno almoço, assisti à abertura da Sessão Solene  da Comemoração do 25 de Abril, Dia da Liberdade.

Assim que comecei a ouvir o Hino Nacional desatei a chorar, de olhos secos, sem lágrimas. Secos pela dor forte, por amar tanto o meu País, Portugal, sem que este alguma vez me tivesse dado algo.

O meu amor a Portugal é incondicional. É assim o amor verdadeiro.

Não choram os meus olhos secos, mas chora o meu coração, ao ouvir o Hino Nacional.  Chora o meu coração, repito, repleto de amor pelo Deus Criador que faz brilhar o sol neste belo país, à beira mar, no Oceano Atlântico  onde a lua depõe o seu olhar, nestas águas transparentes, belas, azuis da cor do céu a brilhar.

Este Deus Criador, Deus/Natureza, Transcendência que tudo cria  e me criou dotando-me de força e determinação, inteligência e tenacidade, para ser o que quis ser e ter tudo e, talvez, ainda mais do que quis  ser e ter.

Os jovens de hoje, não sabem o bem que têm, e o tanto que lhes é proporcionado, exigindo ainda muito mais.

Os grandes Homens e Mulheres que eu conheci viveram antes deste célebre 25 de Abril e se tornaram Grandes com a sua força para vencer todas as vicissitudes.

Conheci-os bem de perto, e tanto me transmitiram… Transmitiram-me o saber e a cultura alimentando o meu espírito sequioso pelo ser e ter que consegui pelo trabalho honesto e força, alegria e vontade de vencer.

Venci!

                                                         Zélia Chamusca

                                                        25 de Abril de 2021

 

                                                         

 

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Hoje é o Dia da Arte

 


                                 


Hoje é o dia da arte


Podemos vê-la em qualquer parte


Ela surge inesperadamente

quando se sente

a beleza  ou a tristeza

a cor e o amor ou a dor

 

Ela nasce do sentimento

num simples momento

 

Podemos vê-la na rua

pura singela nua

sob o sol a brilhar

ou iluminada pelo luar

 

Podemos vê-la dentro de nós

quando brota do pensamento

e se transforma num simples momento

em forma física material

ou mesmo imaterial

 

Podemos vê-la com os sentidos

enquanto força espontânea

que do pensamento sai

e se expressa como num ai

ficando gravada no espírito da humanidade

elevando-se até à Eternidade.

                     «»

                   Zélia Chamusca

                                      4/15/2021 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Dentro de casa com trancas fechadas

 

Gasta-se a vida sumida, e não volta,

Na angústia permanente que se sente…

Tamanho é o medo e grande a revolta!

Tão longe… Afastada… De tudo ausente…

 

Voam pelos ares, enfurecidos,

Disseminando a pandémica peste!

São demónios sem rosto, enraivecidos!

Para que no mundo nada mais reste!

 

Dentro de casa com trancas fechadas

Fugindo ao terror de mentes malvadas!

Almas penadas não têm perdão!

 

Lançam no mundo tão cruel maldade

Para exterminar a humanidade!

Demónios sem rosto; cobardes são!

                          «»

                      Poema de -      Zélia Chamusca

                               

 

 

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Está negro o inverno

 


 


Está negro o dia

de inverno frio

triste e gelado,

pela chuva molhado…

 

Está negra a natureza

de troncos nus, despida,

seca,  ressequida,

desfolhada,

de gelo salpicada

à espera do sol

para se aquecer

e poder reflorescer.

 

Está negra 

a natureza humana doente

por tanta dor  que sente

neste mundo cruel,

feroz, que dói

mata e destrói.

 

Tudo é sofrimento

e  tormento

neste inverno

de inferno

em que o amor sumiu

nas brumas negras

da tempestade demoníaca

das almas penadas,

amaldiçoadas…

      «»

                Zélia Chamusca

                      2021-01-21

domingo, 10 de janeiro de 2021

Oh! Que ditosa ignorância!

    

       


Muito pouca inteligência

Eu vejo em cada dia

Chego a pensar que é demência

Consequência da pandemia


Não sei bem, seja o que for

Da pandemia ou não

Apenas me resta a dor

Que trago no coração.


Oh! Que ditosa ignorância

Perdida em convencimento!

Só ages pela ganância

Sem qualquer merecimento!

              


                            Zélia Chamusca

                                2020-12-17