No tempo que me fugiu
Correndo eu me cansei
Atrás dele tropecei
Na vida que me iludiu
E quanto mais eu corria
Mais o tempo me fugia
O que nem sequer eu via.
Eu queria encontrar
No trabalho a Perfeição
Mas foi tal a ilusão
Na vida feita a sonhar
Não me deixando parar
P’ra num instante pensar
Que iria eu encontrar?...
No tempo que já perdi
E que gastei a correr
Afinal fui esquecer
Tudo aquilo que aprendi
No muito que estudei
Na Filosofia que pensei
Felicidade encontrei.
A busca da Perfeição
Conseguirei alcançar
Quando no tempo parar
P’ra lenta meditação
Pois no contínuo correr
Corro o risco de perder
A essência do meu Ser.
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Poema de - Zélia Chamusca
4 comentários:
Não há no ser, perfeição
Querida Zélia Chamusca!
É vã, pois a tua busca.
Essas virtudes só são
Do Divino Ser! E e vão
O teu esforço em achar
Essa luz fora do altar.
Aquilo que é divinal
Não há no humilde mortal,
Mas em tua alma, pode estar!
Por isso a tua poesia
É, de tua alma, uma luz
Que se irradia e seduz
A nossa alma vazia!
Parabéns pelo teu maravilhoso poema, amiga! Deus seja louvado! Abraço fraterno! Obs: gostei do espaço e já o sigo. Laerte Tavares.
Olá!
É preciso sempre procurar alcançar a perfeição
Embora se saiba que nunca vai acontecer...
Saudações!
Silo Lírico,
A perfeição é, de facto, inacessível ao comum dos mortais. Porém, se de facto pararmos para pensar, talvez possamos construir um mundo melhor onde seremos mais justos, solidários e fraternos.
Fico muito feliz com o seu tão singular e agradável comentário.
Grata,
ZCH
Vieira Calado,
Grata pelo seu comentário que só agora vejo.
Abraço fraterno, ZCH
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