segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Já não há verão


           

Está toda a natureza destruída

pela mão do mais feroz animal

Não tem qualquer respeito pela vida

causando no planeta  tanto mal

 

Encobriu-se o sol já não há verão

nem lua a brilhar em noites de luar

Já nada mais resta que a destruição

e a lua triste escondida a chorar

 

O sol brilhante da minha infância

que iluminava  a Terra sorridente

não existe porque é tanta a ganância

que destrói o mundo completamente

 

Encobriu-se o sol já não há verão

que me acariciava tão meigamente

nas tardes longas e quentes de então

restando a memória tão simplesmente

 

Agora é tudo tão negro de inverno

e a natureza cansada resiste

até sucumbir nas chamas  do inferno      

em que a mão humana e cruel insiste.

                                                                «» 
 
Poema de - Zélia Chamusca 

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