Está toda a natureza
destruída
pela mão do mais feroz
animal
Não tem qualquer respeito
pela vida
causando no planeta tanto mal
Encobriu-se o sol já não há
verão
nem lua a brilhar em noites
de luar
Já nada mais resta que a destruição
e a lua triste escondida a
chorar
O sol brilhante da minha
infância
que iluminava a Terra sorridente
não existe porque é tanta a
ganância
que destrói o mundo
completamente
Encobriu-se o sol já não há
verão
que me acariciava tão
meigamente
nas tardes longas e quentes
de então
restando a memória tão
simplesmente
Agora
é tudo tão negro de inverno
e a
natureza cansada resiste
até
sucumbir nas chamas do inferno
em
que a mão humana e cruel insiste.
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Poema de - Zélia Chamusca
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