Sou, apenas, uma parte dum trio em mim,
Essência do meu ser e nada mais.
Em tudo na vida há p'ra sempre um fim
E eu sou eu, todos somos desiguais.
Já não sou eu; apenas do nada o confim
No equilíbrio que já se torna débil.
Éreis no mundo tudo para mim...
Sem vós fiquei arbusto seco e estéril!
Fugiu-me a vida do nada que eu era;
Restando, agora, a sombra de mim.
Já tudo partiu e o Reino me espera…
Resta a esperança de aí vos encontrar
Num abraço eterno, longo, sem fim,
P'ra nunca mais de vós me separar!...
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Zélia Chamusca
4 comentários:
Um belíssimo poema que "apenas" de um grande amor que se foi da vida. Mas essa paixão reviverá um dia, quando no outro lado se encontrarem os dois.
Não um, Manuel Ferreira, mas dois que foram parte da minha vida e estarão sempre comigo em espírito. Estão mesmo!
Muito grata pela sua agradável presença e comentário.
Beijinho,ZCH
Há muito tempo que não lia um soneto,aquele que me ficou na memória ,foi o de Camilo Castelo Branco intitulado,"Amigos",parabéns amiga Zélia.
Não tenho o prazer de saber quem é o anónimo que me deixou este simpático comentário.
De qualquer forma agradeço a sua presença, que não vejo, mas existe expressa no simpático comentário que me deixou ficar aqui neste espaço onde terei muito gosto de sentir mais vezes a sua presença.
ZCH
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