quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Estão os deuses enfurecidos

                   
 
Andam os demónios à solta!

Os deuses se revoltaram!

Na tragédia da revolta

enfurecidos estavam!

 
Ficaram enfurecidos

porque os demónios na Terra

andam de Deus esquecidos…

Jamais visto, assim nunca era…

 
Quando o andor da igreja a sair

parte e fere tantos crentes,

é difícil resistir

co'a desgraça destas gentes…
 
 

Também, num outro lugar,

à saída da procissão,

logo a festa vai parar;

a morte tomba no chão…

 
Eu vi uma árvore cintada

porque o demónio a marcou

e foi por isto cintada;

tanta gente vitimou…
 

 Uma árvore centenária

cai sobre um montão de gente…

Tragédia não imaginária…

Os deuses, infelizmente…

 
Nunca a fúria cega vê

e até Deus ou natureza

atinge aquele que crê

deixando tanta tristeza…

               «»

                  Zélia Chamusca

                          2017-08-15

2 comentários:

Manuel Ferreira disse...

...Nunca fúria cega vê
E até Deus ou natureza
atinge aquele que crê
deixando tanta tristeza...

É isso, cara amiga Zélia Chamusca. Mas a parte final do seu poema (que eu não resistindo o repeti aqui)levanta muitas e sérias interrogações. Eu próprio me debato com elas. Afinal já não somos protegidos?. Será por castigo?

Zélia Chamusca disse...

É verdade, Neca Ferreira, será que andamos iludidos?
Eu tenho necessidade de acreditar que Deus está sempre comigo. E muitas vezes sinto (ou julgo sentir) que algo de transcendente me acompanha e ajuda e me protege. Me dá luz, ilumina o meu espírito e a minha mente. Mas, perante situações destas fico a pensar na injustiça da vida e não consigo entender. A minha fé não dá para tanto.
Grata pela presença,
ZCH

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