Abro o livro da alma
P´ra que possam ler,
Mas, nem todos sabem
Que têm que entender.
Soletram palavras
Tão mal entendidas,
Palavras que escapam,
Se somem perdidas.
Volto a abrir o livro
E a alma se revela
E nunca vêm nada,
Nada se desvela.
Tanto sabedor,
Tanto aculturado
Que nada mais é
Que mero iletrado.
Vou fechar o livro
Porque nada lêem,
E, agora, ainda, aberto
Passam e não vêem!
Então, fechei o livro!
E, um dia, ele se abriu…
Nas páginas brancas
Uma luz surgiu…
P’ra lerem o livro
As mentes abriu
E a luz que brilhava
No branco floriu!
Coberto em palavras,
No branco da lua,
Surgiu a pureza
Da verdade nua!
E agora, despertas,
As mentes das gentes
Aplaudem de pé,
Felizes, contentes!
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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

5 comentários:
Quando não há entendimento do que está escrito, há sempre 3 hipóteses: o leitor é iletrado, o texto está mal escrito ou ambas as coisas...
Se eu fosse músico, compunha uma canção para este teu excelente poema.
Um beijo, amiga Zélia.
Será que o poema dá para o Bob Dylan?
Com música é tudo muito mais fácil. Por isso coloquei música aqui no blog.
Grata por seu comentário,
ZCH
Uma delícia de poema. Abro o livro e leio com um enorme gosto.. Um beijinho minha amiga
Grata, Querida Amiga, Rosaria Marques. Fico feliz por ter apreciado o poema.
Beijinho,ZCH
Como sempre,muito chamativo,que venham muitos mais Parabéns. Bj.
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