Na imensidão do mar vejo o
Uno indivisível,
infinito e absoluto,
primordial unidade,
transcendência em que me perco e me encontro,
sinto-me, no Todo, parte da realidade.
Procuro outra direção na
contemplação,
uma outra face, sair da
beleza sensível
e olhar para o que é
verdadeiramente belo,
numa elevação p’ra beleza inteligível.
Sinto o belo inefável,
sobrenatural,
que é encantamento, que é
prazer, que é elevação,
é total arrebatamento espiritual,
suprema felicidade, é sublimação,
é libertação, êxtase,
purificação,
é beleza suprema é
serenidade,
é o próprio encontro do ser
consigo mesmo,
na busca da sua ontológica unicidade.
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Zélia Chamusca
Antologia da Poesia Portuguesa Contemporânea
Entre o Sono e o Sonho
Vol. VII - Tomo II
Chiado Editora
Antologia da Poesia Portuguesa Contemporânea
Entre o Sono e o Sonho
Vol. VII - Tomo II
Chiado Editora
2 comentários:
Amo este poema.
É beleza suprema, é serenidade ....
Obrigada minha amiga por me deixares partilhar. Beijinho
Só tenho a agradecer.
Beijinho, Amiga Rosaria Marques Marques,
ZCH
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