Eu queria não escrever,
queria não falar,
queria não ouvir,
queria não entender,
queria não sentir,
queria não amar!
Mas, o paradoxo da
contradição
faz com que eu não diga:
Não!
Sinto este vício de escrever
pelo prazer de escrever.
É assim o vício…
Talvez seja patológico
este vício de escrever
que não consigo entender.
Mas, é, também, terapia
que alivia…
É explosão de palavras
em que se esgota a energia
para um novo recomeçar,
como a aurora em cada dia,
e, nunca parar!
É um comportamento
compulsivo,
é hábito apreendido, desmesurado,
de tal forma descontrolado
que parar não consigo!
Estranho e complexo
este vício de escrever
que não consigo entender!
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Zélia Chamusca
Fonte de imgem - Google
3 comentários:
Boa noite amiga Zélia fiz um comentário que depois achei que poderia ser mal interpretado por si como sendo algo sem sentido,porém queria dar-lhe a razão desse comentário tem a ver que nessa altura queria mencionar o poema da Natália Correia chamado :Queixa das almas jovens censuradas naquele verso :Dão-nos um cravo preso à cabeça e uma cabeça presa à cintura.Peço desculpa por não ter logo referido o sentido daquele meu comentário.Um beijinho.FC.
Acresce que não tinha lido o seu poema ,presumi que se tratava apenas de um comentário.Desculpe a minha negligência.
Tudo certo, Amigo, não se preocupe. Grata por ter comentado. ZCH
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