No ar pairava
a pureza da cidade...
Por todo o lado se respirava
honestidade!
Era o cheiro da primavera,
duma perene primavera
que perfumava o ar
e fazia lembrar
no Paraíso estar!...
As crianças brincavam
nas ruas calmas,
tranquilas e lavadas,
também perfumadas
pelas damas que passavam
bem vestidas, coquetes,
elegantes, arranjadas.
Saudade…
Desta tranquilidade
da pureza da cidade…
As portas estavam abertas
e as pessoas passavam
tranquilas e discretas.
Agora, anda tudo desconfiado
mal vestido, esfarrapado.
Já não há crianças
nas ruas a brincar
nem se vêm as pessoas
nas ruas a passear.
Acabou o Paraíso.
Já tudo perdeu o ciso!
Andam loucos,
sem juízo,
perturbando a cidade.
Não há tranquilidade!
Agora, anda tudo desconfiado
e até o vizinho do lado.
As portas estão trancadas,
a sete chaves fechadas,
não se abrem
porque a pureza da cidade,
por todos exalada
e nos ares espalhada,
está transformada
em negra poluição
por tanta desumana
corrupção!
Saudade…
da tranquilidade
da pureza da cidade
onde se respirava honestidade…
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Zélia Chamusca

2 comentários:
Soam verdades em teus versos.
Penso também, que se não existisse a corrupção o índice de criminalidade seria bem menor. Ou quem sabe a zero. Mas diante desses governantes... Só resta mesmo a saudade dos bons tempos
Bravossssssssssss
Querida Monica,
Era mesmo assim quando eu era criança.
Tenho saudade do mundo em que vivi...
Grata pela sua sempre agradável presença e beijinho,
ZCH
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