Destroem
estruturas sociais,
Fecham
os hospitais,
Encerram
os postos médicos,
Fecham
os tribunais,
Privatizam
empresas
E vendem
o espólio,
Alienam
património.
Destroem
o país
E destroem
a nação,
Exploram
o cidadão
Pela
corrupção.
Matam
os velhos
À
fome e miséria,
Roubam
os reformados,
Cortam
nos ordenados,
Mandam
os jovens emigrar
Para
o desemprego acabar.
Enriquecem
os ricos
Cada
vez mais ricos,
Aniquilam
a classe média
Reduzindo-a
à miséria
E o
povo a dormir
Deixa
tudo destruir
Pela
corrupção
Que
destruiu o país e a nação.
Andam os corruptos
À
solta a gozar
E é
o pobre que tem que pagar.
Corroem-lhe
a pele
A
carne já comeram
Chupam-lhes
os ossos
Até
à medula.
Já
nada mais resta
A
esta ceita
Que
nada presta!
Está
tudo a arder
Com chamas do inferno
Donde
vieram os destruidores
Que
causam horrores
Ao
cidadão
Da
nobre nação.
Tudo
é destruição
Pela corrupção
E falta de moral,
Que
destrói o povo
E destrói
Portugal!
«»
Zélia Chamusca
Da obra - Um Mundo Melhor
Chiado Editora

2 comentários:
E lamentavelmente a reconstrução do que ora foi dizimado e destruído vai demorar dezenas de anos, se vier a acontecer. A revolta é grande mas, parece que a indiferença é maior. Que haja justiça, é o meu desejo.
Olá Adriano,
Nós já não iremos viver a reconstrução. E, andámos nós a trabalhar para estes... nem encontro adjetivação adequada a tanta desumanidade, amoralidade e desonestidade!
Sim, pelo que vemos, parece que é, apenas, connosco. Os outros estão calados. Por enquanto ainda se pode falar, penso... Tão cobarde é o ladrão que espolia o indefeso como cobarde é este povo!
Creia, Adriano, que a sua presença é muito importante para mim e fico feliz. Grata e beijinho,
ZCH
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