Nunca existe alternativa,
É fatal como o destino
Em cumprir-se a diretiva,
Sem dignidade, sem tino.
Os mais frágeis atacados
São mais fáceis de abater,
Sempre estes penalizados,
Sempre os mesmos a sofrer.
Pagam pela corrupção,
P’la falta de honestidade
E de tamanha ambição
Que existe na sociedade.
Cada vez mais pobres são
E os ricos a enriquecer
Pela força da opressão
Sobre os que não têm poder.
Corromperam a nação,
E o país já destruíram
É tão grande a sua ambição
Que o dinheiro eles sumiram.
Roubaram e bem se encheram
E assim continua a ser,
Comeram e bem beberam
E o pobre a sofrer.
Há gente que passa fome,
Ricos cada vez mais ricos
Neste mundo desconforme,
Onde existem tantos cínicos
Não pode existir pudor,
De todo o alheio sofrimento
O cínico ignora a dor
Dos que vivem em tormento.
É o pobre que paga tudo
Paga o que outros já
roubaram,
Roubam velhos sobretudo
E os que muito trabalharam.
Os ricos mais ricos estão
E os pobres mais pobres
ficam.
É tão grande a ambição
Que em nada se dignificam.
Perderam a dignidade
Ganharam em ambição
É assim esta sociedade
Onde reina a corrupção!
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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google
3 comentários:
Zélia amiga. Eu penso que não se pode perder aquuilo que não se tem. Dignidade? Só se for pela forma como vestem e pelo discurso hipócrita. Veja bem que agora até é lugar comum estes corruptos se acusarem de desonestidade intelectual, como se houvesse graus mais ou menos duros para a honestidade,. E já agora um alegadamente chamado intelectualmente desonesto será digno de "engolir" isto nas calmas? Tudo isto fede tanto que já pouco remexo. Há consequências irreversíveis nesta criminalidade tutelada por "papelada" obsoleta e muita falta de vergonha. Boas Festas para si, querida amiga e, que nunca lhe doa a pena.
Olá, Adriano,
Fomos educados e crescemos numa sociedade em que se preservavam os valores humanos tais como a dignidade, honra e respeito pelos outros, especialmente os mais velhos, numa sociedade em que se valorizava a cultura, o saber e o conhecimento que conduziam a estes mesmos valores que refiro. Lutámos e crescemos no sentido do caminhar fraterno, na busca da liberdade da igualdade e da fraternidade, que obtivemos e que vivemos. Esta gente que, agora, se governa não sabe o que isso é. Conhece apenas, uma única forma de moral, o hedonismo, a moral do prazer, o prazer como supremo bem da vida humana, da deles, egoistamente, da vida deles, conseguindo-o através da exploração e crueldade que inflige ao outro.
É isto que nos fere. Esta forma de pensar e agir em proveito próprio ao ponto de sacrificar os indefesos, os mais frágeis, os pobres os velhos e doentes.
Nós não podemos entender, nem queremos aceitar.
Devemos lutar com a força que nos é possível para que, pelo menos, possamos abrir o caminho para uma nova sociedade onde paire a justiça, a honra, a fraternidade e paz.
É um lenitivo que me conforta sentir que, ainda, há alguém que está comigo em consonância de sentimentos.
Grata e beijinho,
ZCH
Este meu amigo e colega de Empresa já partiu.
Todos morremos mas dizem que os bons vão primeiro. Assim parece porque todos os meus amigos verdadeiros já partiram…
Foi este facto que, há dois anos, me levou escrever o Poema - "Foge, foge, foge de mim" porque os que amo chegam ao fim.
O Adriano partiu mas o espírito não morreu e eu sei que ele como todos os os meus amigos verdadeiros, outros muito mais perto, dentro do meu coração continuam vivos, bem perto de mim e comigo para a eternidade. E, todos os que me amaram de verdade continuam e continuarão presentes como Anjos Protetores.
ZCH
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