domingo, 1 de setembro de 2013

Eu ver-te-ia sempre...




Estivesse o dilúvio sobre a Terra,
Estivesse o inferno,
Estivesse a guerra,
Estivesse o sol enterrado no gelo
Que ninguém pudesse vê-lo;
O calor brilharia em meu coração
E acenderia a chama
Para ver o brilho em teus olhos!...

Tivesse a negridão das nuvens
Apagado a luz do mundo;
Minha força venceria tudo
Para encontrar-te
E amar-te!... 

Eu ver-te-ia, sempre,
Com a luz da minha alma!...
               



                       


Da obra - PALAVRAS  DA ALMA
Autor - Zélia Chamusca
Chiado Editora












I see you would always ...

            By Zélia Chamusca



The flood were upon the earth,

Was hell

Was the war,

The sun was buried ice

That no one could see him;

The warmth shine in my heart

And kindled the flame

To see the sparkle in your eyes! ...



Had the blackness of clouds

Off the light of the world;

Win all my strength

To find you

And love you! ...

I would see you, always,

With the light of my soul! ...

        




                

The work - WORDS OF SOUL
Author - Zelia Chamusca

Editing briefly

8 comentários:

A. João Soares disse...

Amiga Zélia,

E o milagre existe: Toda esta capacidae de visão, apesar de se dizer que o AMOR é cego. Bela poesia.
Desejo que o encontre e o ame e que ambos sejam muito felizes, como a Zélia merece.

Beijo
João

Zélia Chamusca disse...

Olá, Ilustre Amigo A. João Soares,

Florbela Espanca diz no poema que abaixo transcrevo que:


"Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!"

Para mim Florbela Espanca a mais perfeita sonetista da literatura portuguesa.

Mas não concordo com ela no que aqui alega.

O amor nunca morre.

E quando se ama alguém amar-se-á sempre para além, da Eternidade.

Uma observação, meu caro amigo, não procuro porque o sentimento que me levou a escrever este poema existe dentro de mim para além da Eternidade.

Grata por seu comentário e findo com o poema de Florbela.


Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!


Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!


Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!


E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...



(Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in «Poesia Completa»)

Nádia Santos disse...

Prazer em visitar seu espaço lindo Zélia e me deparar com essa poesia belíssima. Parabéns! Um carinhoso abraço.

Zélia Chamusca disse...


Nádia Santos,

Grata pela visita e pelo agradável comentário.

Volte sempre.

Abraço,

ZCH

Mano a Mano disse...

Embora perceba pouco desse tema AMOR tenho de concordar consigo. O amor para mim é como o horizonte, vamos andando em frente e...lá está ele, nem mais longe nem mais perto. Se fosse invejoso, que não sou seguramente, gostaria de entender como se sente alguém que manifesta tão clara e seguramente esse sentido de posse que transpira do(s) seu(s) poema(s) sobre essa matéria tão volátil e, ainda assim, contida no(s) coração(ões). Beijinho e grande aplauso. ABS

Zélia Chamusca disse...

Olá, Adriano,

Sei bem que você percebe muito bem deste tema...

O amor reside na nossa capacidade de amar. Há quem não tenha essa capacidade.

Ele está ou não está dentro de nós.

Fico feliz com sua presença e muito amor fraterno para si,

ZCH

Joana disse...

Oi Zélia!
Maravilhoso teu poema!
Parabéns! Beijos

Zélia Chamusca disse...

Oi, Linda Poetisa Joana!

Que surpresa!

Às vezes saem coisas destas.

Grata por seu comentário e beijinho,

ZCH

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