ETERNIDADE
Zélia Chamusca
O efémero é, apenas, momento
Que se esvai no pensamento.
Não existe a efemeridade
O que existe é a eternidade.
Tudo, toda a criação
Tem começo, meio e fim,
Sem fim…
Porque o fim é a eternidade.
Princípio é o começo,
É o ato de existir;
Meio é o caminho,
O processo de transformação,
De definição;
Fim é o culminar
De definição;
Fim é o culminar
De um processo
Que, de novo, irá recomeçar,
No ciclo interminável
Do eterno retorno.
Este processo é evidente
E existente
Em todo o universo,
Em toda a criação.
Princípio, meio e fim
São fases do processo
Recriativo e evolutivo,
De renovação,
Que se chama vida.
Façamos desta evolução
Um permanente renovar
De nosso coração!
Da obra - PALAVRAS DA ALMA
Chiado Editora

5 comentários:
Gostei muito deste poema. O efémro é apenas uma parcela da eternidade. Um beijinho Zélia e desculpa-me a ausência, mas isto não está famoso.
Grata Duarte pelo seu comentário.
Fico feliz por ter apreciado.
Irei falar-lhe.
Beijinho,
ZCH
Desde a primeiro vez que li esse teu poema. O achei voltado à espiritualide.
Em teus versos exprimes exatamente a sempre renovação da vida.
Excelente poetar.
Bjsssss em seu coração.
Querida Mônica,
É curioso como naturalmente, a uma tão imensa distância de espaço que nos separa, estamos separadas por um oceano imenso,e, encontramo-nos em direto,ocasionalmente.
Mônica, esta espiritualidade é uma evidência para todos nós.Para além disto, ainda há pouco, quando vinha a caminho, me interroguei mas,ninguém sabe...
O que alguns de nós tem capacidade para ver e sentir é muito pouco na imensidade do universo.
Grata por sua visita sempre carinhosa e beijinho,
ZCH
Gostei muito os seus poemas,são
profundos,têm o poder de nos
prender.Mas sempre,profundos e
ternos.É uma leiga que lhe diz o
que sente,quando lê tudo o que
escreve.
Beijinhos
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