Meu ser insaciável,
No voo insustentável,
Não encontrou
Espaço mensurável
Para poisar
E, caiu…
No voo insustentável,
Não encontrou
Espaço mensurável
Para poisar
E, caiu…
Bateu,
Com impacto,
No gélido frio
Da psicológica luta
Na busca
Do Inacessível,
Da Luz
Inteligível
Que conduz
A vida,
A força de viver
E de ser.
Poema da obra - Pedaços do Meu Coração
Autor - Zélia Chamusca
Edições Vieira Silva

5 comentários:
Nossa Zélia, que maravilha! A dura realidade de se viver.
Parabéns minha amiga.
Bjssssssss
É mesmo assim, Mónica,
Nós, por vezes, voamos alto e depois a queda é grande...
Voamos na nossa fantasia esquecendo a realidade e até fugindo dela...
Beijinho,
ZCH
Alguém com tantas capacidades, apenas cai por momentos. Depois, sacode o pó e levanta de novo o voo, em busca dum novo "galho" mais confortável onde pousar, e construir um ninho que torne razoável a dureza de estar vivo. E decerto irá encontrar lugar de poiso que possa saciar essa sede de LUZ que já tem e que só falta conectar, de facto.
Não, Adriano, eu não irei em busca dum novo galho porque a luz que procuro ( ou não procuro) é inatingível.
Não andou muito longe da metáfora do poema.
Que homem sensível!...
Já escrevi e postei aqui há pouco tempo um poema, interventivo, dizendo que a sensibilidade é a forma mais perfeita de inteligência.
É o que falta aos nossos políticos - falta-lhes sensibilidade.
Grata por sua presença.
ZCH
O Adriano já não está entre nós como a maioria dos meus amigos verdadeiros. Mas estão e estarão sempre presentes no meu coração.
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