Quero ser pedra dura, gélida e fria.
Quero afastar da natureza a ironia;
Não quero sentir, não me quero envolver,
Quero encontrar outra forma de viver.
Não quero mais sofrer esta ansiedade
Que atormenta minha alma de saudade.
Quero entrar em apática letargia;
Não quero mais da vida a poesia…
É profundo meu sentir nesta paixão.
Não quero mais lembrar, quero esquecer;
Não quero mais de amor poder sofrer.
Vivo esta paradoxal conturbação,
Que os beijos que me dás já foram meus,
Quão semelhante a ti eu sou, graças a Deus!...
«»
Poema de - Zélia Chamusca
Da obra - PEDAÇOS DO MEU CORAÇÃO
Edições Vieira da Silva
4 comentários:
Um momento de desânimo tão bem descrito neste soneto. Um momento em que apetece desistir. Outros momentos se sefuirão em que a esperança renasce e o amor regressa em toda a sua plenitude. Graças a Deus.
Amigo e Poeta Guilherme Duarte,
O amor existe sempre em plenitude,na minha sensibilidade e imaginação. Apenas...
Grata por ter apreciado meu poema e beijinho,
ZCH
Lindo como sempre. Posso ser repertitiva, mas é o que sinto.
Muito lindo. Parabéns.
ZCH
Obrigáda por me deixar entrar na
sua escrita.
Amiga Maria Helena, bem vinda ao meu blog que é também seu e de todos os que gostarem de ler o que escrevo. Fico feliz. Beijinho, ZCH
Enviar um comentário