Por
Zélia Chamusca
1 - Etimologia
e significado da palavra Natal e do nome de Jesus
A etimologia da palavra
natal deriva do latim “natalis” do
verbo nascer (nāscor, nāsceris, nāscī, nātus sum).
As festividades
natalícias tiveram origem nas
celebrações pagãs, do nascimento do deus
sol, no solstício do inverno.
Estas festividades tomaram
novo significado pela igreja católica, como fim de atrair ao cristianismo os pagãos no século III, durante o Império
Romano, tendo passado a comemorar o nascimento de Jesus.
O nome Jesus (Yeshua
e Yehoshua – que quer dizer “Deus salva”) é de origem hebraica e significa
Salvador.
Em Jesus Cristo, Cristo, “Khristós” significa em grego “Ungido”,
tendo passado para o português através do hebraico que significa Messias –“Servidor
de Deus” segundo o Islão. O Alcorão chama-Lhe Messias mas recusa-se e ver Jesus como um homem santo – o Messias prometido
por Deus. Para o Islão Jesus não é mais que um profeta anunciador de
Maomé.
Jesus tem ainda o epíteto de
Nazaré, Nazareno, Jesus de Nazaré, de sua mãe Maria de Nazaré, mulher israelita
natural de Nazaré.
Nenhum destes epítetos é
sobrenome de Jesus. Naquele tempo não existiam os sobrenomes.
Voltamos ao início deste pequeno
capitulo em que se refere o significado da palavra Natal - “natalis”
– Nascimento.
Maria e José seu esposo viajaram, segundo alguns exegetas cristãos, não se sabe ao certo, de Nazaré para Belém, capital do Estado da palestina tendo Jesus nascido, durante o percurso, na referida capital de Belém, de
Maria sempre virgem que teve mais filhos. Jesus foi concebido milagrosamente, sendo
Maria sempre virgem, ou seja, sem relação sexual. Este alusivo milagre da
Igreja é um dogma criado pelo cristianismo. Dogma, para mim dos mais absurdos
porquanto nunca nenhuma mulher ou outra
qualquer fêmea perdeu a sua virgindade, entenda-se pureza, por naturalmente conceber, gerar e dar à luz, um filho. Este ato é sim, na
sua abrangência total, um ato de pureza e nunca seria pecado porque Deus não peca
e, Deus é o Criador Supremo de toda a natureza. Entende-se, contudo a aceitação
do dogma num contexto social em que Jesus nasceu e em que o ato sexual seria considerado pecaminoso.
Hoje, considero a aceitação de
tal dogma um absurdo.
O ato da criação, de toda a
criação, repito, é um dom da Natureza, Força Geradora, Criadora de todo o universo. É
obra de um Ser Supremo Perfeitíssimo a que chamamos Deus.
Mas, deixemos esta minha visão
que nunca ninguém me ensinou a ver de outra forma a não ser a da minha inteligência
concedida pelo Criador Supremo.
Uma outra questão é Cristo
ser um enviado de Deus. Filho de Deus como todos nós somos. Todos somos filhos de um Criador
Supremo, tal como Jesus.
Mas, não esqueçamos, porém, que Jesus
Cristo, foi um Espírito Superior de tal forma que revolucionou o mundo através
da Sua doutrina, não tendo conseguido, contudo, modificar o coração dos humanos.
2 -A Mensagem de Jesus e a sua
missão
O epiteto de Jesus mais
significativo para nós, é Cristo, para todos nós, quer queiramos; quer não,
independentemente da Sua doutrina, a religião cristã, somos portugueses e,
Portugal é um dos países essencialmente cristão. Digo, essencialmente porque o
cristianismo, quer queiramos quer não, repito, está intrínseco em nós, na nossa
lei moral e jurídica, na nossa organização social e política, nos nossos costumes, na nossa cultura, na nossa educação, nas nossas
relações interpessoais, em suma, em toda a nossa “praxis” social e politica. Recapitulando,
o epiteto mais significativo de Jesus (que significa o Salvador) é Cristo (que
significa Messias), Jesus Cristo.
Jesus Cristo foi um profeta,
o Messias, foi entendido como a concretização de tudo o
que o povo judeu tinha esperado.
Jesus veio para realizar a
libertação do povo judeu e reunir toda a humanidade como uma família em que
todos são chamados a viver como irmãos, repartindo entre si todas as coisas, em
plena fraternidade.
Jesus Cristo mudou a
história da humanidade mas não mudou as relações sociais como ele preconizou e
a sociedade do seu tempo esperava.
A sociedade pobre daquele
tempo continua transposta no mundo de hoje sobe uma outra imagem, não deixando,
contudo, de ser fria, dura, negra, destruidora, cruel e desumana, talvez mais
desumana.
O contexto cultural, social
e político em que Jesus viveu foi muito difícil: um país em guerra, um povo
dividido e, infelizmente, continua em guerra com a interminável ocupação israelita
na Palestina. A solidariedade com o povo
palestiniano, o apoio à concretização dos seus direitos nacionais têm sido, durante tanto tempo, espezinhados.
Jesus está triste porque não
se cumpriu a Sua mensagem.
"Dou-vos um mandamento novo:
Amai-vos uns aos outros. Como eu vos
tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros."
João 13:34
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Texto de - Zélia Chamusca
A continuar brevemente em - “Breves traços sobre a Palestina no
tempo de Jesus”