sábado, 20 de julho de 2019

Calam esta grande guerra planetária!



 

Nuvens compactas e negras carregam o ar

Na absoluta mudez do crime silenciado,

Nefastas e escuras que entristecem o olhar

Parado em farrapos negros por todo o lado…

 

Não se fala em alguém que tal crime cometa,

Cobardemente, calam fazendo não ver

O que causa a destruição de todo o planeta

Deixando a desgraça total acontecer.

 

Já há tanta vítima da guerra incendiária…

Não posso entender aqueles que falar temem

E calam esta grande guerra planetária!



O que da floresta resta é, já, cinza morta

Onde  todos os seres vivos então jazem

Restando a dor no ecossistema que a suporta… 

                                 «»

                                              Zélia Chamusca

                                                

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Paira no ar um nauseabundo olhar


 
        

                                    Paira no ar

um nauseabundo olhar

com tanto alvoraçar

para na vida dos outros

poder entrar!

 

Paira no ar

a coscuvilhice

da maledicência

por aqui e por ali

para se entreter

tudo quer saber.

 

Paira no ar a insensatez

que cerra o coração

na podridão

a que ninguém deve chegar.

 

Paira no ar

a incoerência

de tão forte maledicência

na ética da boa convivência

que só da maldade pode brotar.

 

Paira no ar

um nauseabundo olhar

sobre a vida dos outros

enquanto cerra

as suas próprias portas

para que ninguém

lá possa entrar!

          «»
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google                 

 

sábado, 1 de junho de 2019

Solitas, solitates


                               

Nesta ausência de ti,

Meu Amor,

Sinto o coração corroído

De sentido…

 

É tortura permanente

Que a alma sente.

É querer contigo estar

E não estar.

É caminhar na solidão

Da escuridão…

 

É a saudade,

Sólitas, solitates,

Solidão

Que entristece o coração…

 

Mas, saudade,

Meu Amor,

É, também recordação,

É bênção que me foi dada,

Por nós traçada.

É felicidade

Reencontrada!

          «»

               Zélia Chamusca

domingo, 19 de maio de 2019

Hoje desci ao povoado


 

Hoje

Tive necessidade de descer ao povoado,

andava à solta tanto gado

que marrava desalmado!

 

Hoje

Havia tanto  gado bravo,

talvez por ser feriado

andava à solta por todo o lado!

 

Hoje

Era tal o alvoroço

que até pensei ser um tornado…

Mas, afinal era por ser feriado!

 

Hoje

Fugi de tanto gado bravo

que implicava importunado

no mundo perturbado.

 

Hoje

Mais uma vez a fugir regressei,

no meu  tranquilo gineceu entrei

e, amor, sonho e fantasia  nele encontrei.
                                                                                                                                               

Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem-Google        

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Viver é Projeto Sucessivo


 
 
Viver é permanente sonhar acordado,

é projeto sucessivo

e torna-lo concretizado.

 

É voar na fantasia por todo o lado

para, finalmente, ao céu subir

e, aí ficar extasiado…

 

Viver é dom que por Deus nos foi dado

neste mundo que também por Ele,

por amor, foi criado.

 

Saibamos aproveitá-lo…

                «»
                                    
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

terça-feira, 30 de abril de 2019

O Tempo Urge


 O tempo urge

Quero voltar atrás

Desviaram o caminho

Não querem a paz

 

Eu quero a paz

Quero o amor e a amizade

A solidariedade

 

Quero a alegria

Quero a felicidade

E tudo o que nos apraz

 

O tempo urge

Quero  agarrá-lo

Eu sou capaz

De saltar sobre as pedras

E lutar pela paz!

                 «»

                               Zélia Chamusca


 

 

domingo, 28 de abril de 2019

Olho além e não vejo ninguém


 

Sonhei vir a ser

mais uma igual parte

e acabei por ser

p’ra além ser à parte

 
E tentando ser

uma luz sorria

e me iluminava

como a luz do dia

 
A vida passava

até quando olhei

e no que fiz vi 

o que ultrapassei

 
Tanto o que sonhei

e com garra o fiz

pois nunca parei

por ser tão feliz

 
Sempre a crescer

em mente e em espírito

vim a ser e ter

muito p'ra além disto
 

Na altura distante

e agora olho além

do que via então

 não vejo ninguém…

          «»

 Poema de -  Zélia Chamusca
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