Está tudo a postos
P’ra recomeçar
A haver tantas mortes
E ao crime voltar
Eles estão nervosos
De amarras presos
Estes criminosos
Que matam indefesos
Têm tudo pronto
P’ra recomeçar
Só lembra a um tonto
O mato incendiar
No ano passado
Em Maio começou
A ser torturado
E não mais parou
Estão atrasados
Para a destruição
Estes malvados
Sem coração
Os povos que vivem
Entre a natureza
Ainda sobrevivem
Não têm defesa
À espera estão
De poder fazer
A vida de então
De pleno prazer
Mas a destruição
Ainda persiste
E nesta ação
O crime insiste
Entre os sem vergonha
Que têm poder
Não há quem se oponha
E os mande prender
Até a Natureza
De tão assustada
Com sua beleza
Já está abalada
Está a chorar
Lágrimas de sangue
Porque vai voltar
Tudo a estar exangue
Teme o criminoso
Negócio perder
Com o crime odioso
Que não vai render
Nosso Deus Senhor
E a Mãe Natureza
Lágrimas de dor
Choram de certeza
Mas este Senhor
Os condenará
É o Salvador
Que entre nós está
«»
Zélia Chamusca
2018-06-03





