Sou, apenas, uma parte dum trio em mim,
Essência do meu ser e nada mais.
Em tudo na vida há p'ra sempre um fim
E eu sou eu, todos somos desiguais.
Já não sou eu; apenas do nada o confim
No equilíbrio que já se torna débil.
Éreis no mundo tudo para mim...
Sem vós fiquei arbusto seco e estéril!
Fugiu-me a vida do nada que eu era;
Restando, agora, a sombra de mim.
Já tudo partiu e o Reino me espera…
Resta a esperança de aí vos encontrar
Num abraço eterno, longo, sem fim,
P'ra nunca mais de vós me separar!...
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Zélia Chamusca





