Quando um dia em que me
encontrei
Fechada na liberdade
As asas brancas soltei
E voei de felicidade.
A correr desci ao povoado
Por gostar de estar co ‘as
gentes
Mas encontrei tanto gado
Debochado e dementes.
Voltei atrás ao que eu era
Dei asas ao pensamento
E construí minha quimera
Onde há tanto encantamento…
E fechei-me de alma aberta
Em diálogo permanente
Mantendo-me sempre alerta
P’ra não descer novamente.
Não. Não mais lá voltarei
Isso é coisa do passado
Interrogo-me, bem sei
Que anda tudo perturbado.
Se a vida é aprendizagem
Permanente sem cessar
Não descerei na paragem
Para ao povoado voltar!
Não vou descer ao povoado
Não trouxe ninguém comigo,
Pois, por andar por lá o diabo,
Elevá-los não consigo.
É difícil a subida,
Preciso é força e coragem,
Para a escalada da vida
P’ra passar para a outra
margem.
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