Uma nuvem de fumo cobre a
luz do Sol
e a sua luz brilhante,
apenas, espreita
procurando a cor rubra de
arrebol
na cama de cinzas onde se
deita.
E o lusco-fusco da atmosfera
poluída,
que a terra cobre deixando-a
às escuras,
se espalha no céu já triste
e sem vida,
sem cor e sem luz, subindo
às alturas…
Temendo a fúria humana não
aplacar
e pelo que de tanto já foi
ardido
está a natureza triste e a
chorar…
Este verão triste, de negro
vestido,
é o resultado de mentes
impuras
que, ainda, impunes elas terão sido!
Zélia Chamusca


