Movimenta-se na teia
uma aranha resistente
à chama que incendeia
prosseguindo sempre em
frente.
Passa por vales e montes
destruindo a natureza,
bebe água dos rios e fontes
e a aranha tece em beleza,
em laboração intensa
levada p’la ambição,
faz uma teia tão densa
tecida p’la maldição.
É como prisão que atrai
todo o inseto miserável
que sempre vai cair sobre
ela
numa ação abominável!
Já são tantos os insetos
neste labirinto presos,
triangulo em que os catetos
os sustentam bem defesos.
Está a teia bem protegida
em que a força da ambição
destrói natureza e vida.
A teia é chamada – maldição!
«»
Poema de - Zélia Chamusca



