domingo, 9 de julho de 2017

Não deixo que me inibam a vontade



 
Não deixo que me coartem o pensamento

e que nunca me impeçam a decisão!

Nem sequer por nenhum forte tormento

no meu caminho perderei a razão!

 

Não deixo que me inibam a vontade

de lutar para vencer, ser e ter.

Nem nunca perderei a liberdade

de a verdade sempre poder dizer!

 

Não morrerei na apática letargia!

Vim para cumprir minha finalidade,

e, quando eu tiver que partir um dia;

seguirei, então, em paz, para a Eternidade!

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Poema de -Zélia Chamusca
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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Os dois paióis assaltados


 
                                       

Portugal é país de paz,

de calma e tranquilidade,

onde adormecem  vigias

a sonhar de f’licidade…

 

São assaltados os paióis

durante a hora de descanso;

enquanto uns estão a dormir

estão outros no surripianço...

 

A tranquilidade é tanta

que nem é preciso olhar

pelas armas em repouso;

Podem os paióis assaltar!

 

De armas nós não precisamos,

ninguém de guerra é capaz.

Continua a floresta a arder

e os criminosos em paz!

 

Alguém visitou os dois paióis

e o material assustado

foi pescado com anzóis,

eu sei lá para que lado…

 

Lá se foram tantas armas

de dois dos paióis de  armamento,

sumiram, sei lá para onde,

foram com consentimento…

 

Dizem que voaram de avião,

sei lá bem p’ra que paragem…

Foi-lhe dada a permissão

ou talvez seja chantagem…

 

Já despojados os paióis

de armamento militar

e já depostas as armas,

vamos todos descansar!

 

Está tudo bem vigiado

na paradisíaca paz,

no nosso país arrasado,

em que tudo em cinzas jaz!

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Poema de - Zélia Chamusca
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                                                                    https://observador.pt/2018/11/06/comissao-de-inquerito-a-tancos-arranca-a-14-de-novembro/

domingo, 2 de julho de 2017

Misterioso silêncio




















Paira um misterioso silêncio no ar

envolto numa cruel cumplicidade,

um hipócrita e nauseabundo olhar

na cobardia  da intranquilidade.

 

Andam almas inquietas temerosas,

perdidas no espectro antro da maldade,

consciências esfumadas, nebulosas,

consumidas p’la nefasta crueldade.

 

Pesadas  são as consciências com maldade

p’la tragédia do fogo carregadas

e p'lo negro fumo da insanidade!

 

Pelo ódio, finalmente, irão estoirar

porque as populações, já  tão cansadas,

para os infernos as irão mandar!

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Poema de  Zélia Chamusca
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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Procura-se vivo ou morto

                                                   (Procura-se morto ou vivo)
 
 
 
 
 Procura-se vivo ou morto

o pirómano incendiário!

Será que anda o mundo absorto

cansado deste fadário?

 
Os incêndios se repetem

sempre que chega o verão!

Não sabem como acontecem,

ninguém se preocupa, não…

 
Organizam-se assembleias,

discute-se a prevenção;

surgem então as ideias

sem saberem a razão!

 
Na origem não se fala;

nem é preciso falar!

É assunto que se cala;

é preciso é reordenar,

 
sim, reordenar a floresta

e fazer a prevenção,

mas nem a palavra resta

no incumprimento da ação.

 
Nem sequer com a dimensão

desta tragédia recente,

se importam com a razão

que matou já tanta gente!

 
Quem comete hedionda ação

não é gente de certeza.

Nunca pode ter perdão

quem destrói a natureza!

 
Quem deita fogo à floresta?

Procura-se, vivo ou morto.

Este espécime não presta!

Anda o mundo, assim, tão torto!
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Poema de - Zélia Chamusca
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sábado, 24 de junho de 2017

A guerra incendiária


 

 

Deixa, deixa, deixa arder

que é tudo para destruir!

Só neste país de dementes

pode a destruição existir!

 

Este ano começa cedo

a ação vil e desumana

que há trinta e um anos persiste

nas mentes de gente insana!

 

É uma cruel guerra incendiária,

que este ano recomeçou,

numa destruição satânica

tanta gente vitimou!

 

A guerra irá continuar

durante todo o verão,

porque a luta de interesses

não pode saciar  vilão!

 

Só no final do verão

poderão as tréguas chegar

sobre as cinzas aquecidas

porque o inverno vai voltar!

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Poema de - Zélia Chamusca
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Há trinta anos Portugal a arder


 

                             

Trinta anos são já passados

E a floresta sempre a arder

Agora ficam pasmados

Como foi isto acontecer?

 

Fenómeno natural!

Dizem os espertalhões

P’ra se ilibarem do mal

Perante as populações.

 

Dizem: “Foi a seca trovoada

Que cometeu o crime horrível”.        .

Foi o raio “dos raios que os parta”

O mais breve que possível!

 

Natureza, diz-me logo:

Porque andas tão desvairada?

Como originaste o fogo

Muito antes da trovoada?

 

Tanto tempo já passado

Não convenceram ninguém

Vão pregar para outro lado

Que este povo ainda vê bem!

 

Tal o peso da consciência

Mas vergonha eles não têm

É transparente evidência

A rede que eles detêm.

 

Uma coisa aqui vos peço:

Condenem os criminosos

Porque a vida não tem preço;

É dos bens mais valiosos!

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Poema de - Zélia Chamusca
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Fátima move multidões


 

 Porque é que Fátima move multidões?

Ao interrogar-me chego à conclusão de que o que move tantas pessoas para o Santuário Mariano é a carência, a busca do amor que não encontram dentro si próprias.
Sendo Fátima o rosto maternal e humano de Jesus, o Mensageiro do Amor, vêm nela o carinho e amor maternal, necessário ao aconchego dos seus corações. Fátima transmite-nos a imagem de Mãe que apareceu às crianças, os três pastorinhos, Lúcia de Jesus, Francisco Marto, e Jacinta Marto.

Convém clarificar que as tão faladas aparições da Senhora vestida de branco não foram mais que uma perceção interior, uma visão mística dos pastorinhos.
Fátima não desceu do céu à terra e não apareceu, mas os pastorinhos tiveram, repito, a visão mística de Nossa Senhora, tendo chegado a alegar que viram uma nuvem branca em forma de senhora e, tendo os três pastorinhos tido a mesma perceção, só  Francisco disse que a Senhora lhe falou, os outros não ouviram.

Estava-se em 1917 em plena Primeira Grande Guerra (1914-1918),e os três pastorinhos visionários,  quando andavam a pastar um pequeno rebanho,  alucinados pelo cansaço provocado  pela fome, numa altura de carência e de extrema pobreza em tempo de guerra, tiveram a visão mística duma Senhora vestida de branco, brilhante como  o sol, no cimo de uma azinheira, que afinal era a representação de uma nuvem branca.

As fotos de então mostram-nos as suas fisionomias de tristeza profunda, de sofrimento e sacrifício, de tal forma que pediram a Nossa Senhora que os levasse para o céu e a Nossa Senhora levou dois, com a epidemia  da febre pneumónica, Francisco e Jacinta, agora santificados.

Este fenómeno, da visão mística dos pastorinhos fez com que Fátima se impusesse ao mundo movendo multidões para o Santuário Mariano, local onde dizem ter acontecido as aparições.
Voltando ao início deste texto, sendo Fátima o rosto maternal e humano de Jesus, o Mensageiro do Amor, vêm nela o carinho e amor maternal, necessários ao aconchego dos corações daqueles que a ela se dirigem.

Jesus Cristo, Espírito Superior, Filho de Deus tal como todos nós e toda a criação, trouxe-nos uma Mensagem de Amor:

“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (João 13,34).

Sublinho, ainda, Fátima a mãe de Jesus, com o  seu rosto maternalmente carinhoso transmite aos crentes a mensagem de seu filho, a mensagem de Amor que Jesus nos deixou.

Jesus Cristo subiu ao céu e delegou a Sua missão ao Apóstolo Pedro (Simão) o primeiro Bispo de Roma.

Jesus disse a Simão (Pedro): "Simão, filho de João, tu Me amas mais do que estes?"

E tendo Jesus feito a mesma pergunta pela terceira vez, Simão respondeu sempre:

"Sim, Senhor, tu sabes que te amo".

Então Jesus  disse-lhe:

 "Apascenta Minhas ovelhas." (João 21:15-17).

«Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.» (João 21:15-17).

Hoje, centenário da aparição de Maria, a Senhora de Branco, aos pastorinhos, temos entre nós, o 266º.Papa da Igreja Católica, sucessor de Pedro, Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco.
Hoje, no centenário das  ditas aparições, não é Maria  que move multidões a Fátima; mas sim  o Papa Francisco que veio a Portugal como peregrino, isto é, com a humildade que lhe é peculiar, presidir à canonização  dos Beatos, Francisco Marto e Jacinta Marto.

Ao Santuário de Fátima acorreram multidões, vinte e cinco mil peregrinos,  vindos de cinquenta e cinco países, católicos, não católicos, crentes, não crentes, pois Francisco é o Papa de todos. Ele vem rezar por todos sem excluir ninguém, por toda a humanidade, e, trazer-nos uma Mensagem de Paz e de Esperança.

Hoje, repito, é o Papa Francisco que atrai as multidões com o seu sorriso de felicidade, transmitindo amor fraterno a todos os que o rodeiam  entrando nos seus corações.
O Papa Francisco  toca todos os corações com a simplicidade manifestada nas suas vestes brancas de alva pureza (tal como a Senhora vestida de branco), nas suas palavras simples e bondosas dirigidas a todos e em especial aos que delas mais precisam e pela proximidade que mantem com todos tratando-os como iguais em dignidade, com um sorriso de felicidade suprema, abençoando todos e dirigindo-se,  sobretudo, a doentes, paralíticos e acariciando as crianças.
Para sintetizar o que simboliza Francisco para todos nós, deixo aqui, encerrando este simples texto, o comentário que ouvi de uma peregrina:

O Papa Francisco é Jesus entre nós.
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                                                                                                 Zélia Chamusca