segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

De manhã ao acordar

                             















Oh! Lua dos sonhadores,
dos  amantes,
dos poetas e escritores!

Acordaste risonha,
sorridente e brilhante
a brincar com cada amante!

Dizem que sou poeta e escritora,
amante e sonhadora,
por isso, comigo brincas:
Apareceste disfarçada,
parecias o sol
e fiquei encantada…

Mas, foi por ti que me encantei
e me apaixonei,
porque eras tu
e não o sol,
mas, brincalhona…
Vestiste a luz do sol?...

Parecias mesmo o sol
de manhã ao acordar,
que até pensei 
que estava a sonhar,
vendo o sol a despontar,
e,  disfarçada eras tu lua,
pura, branca e nua
na beleza do azul celeste!...

Que bela imagem me deste,
que encantou o meu olhar
de manhã ao acordar,
contigo me envolvendo
na loucura da magia
de fazeres do meu dia,
um dia de plena alegria!

                 «»
                      Zélia Chamusca



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sábado, 3 de dezembro de 2016

Uma atmosfera de afetos










Tão tranquilos nós estamos
numa atmosfera de afetos,
já todos nos acalmámos,
em palavras bem discretos…

Sendo pelo afeto unidos
e nele estando apegados
nunca seremos vencidos
e por ninguém maltratados.

Porque gerando o carinho
que a nossa autoestima aumenta,
entre tudo o que avizinho
é que se acaba a tormenta!

Tormenta que já passou
com a força da razão
e da luta que travou
o povo desta nação!

Uma nação sem igual
que vive em fraternidade
fazendo de Portugal
um país de liberdade!
             «»
                     Zélia Chamusca
                     




Poema de - Zélia Chamusca
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Deixemo-los falar; só dizem tretas!

                        
Andam os demónios enfurecidos
espalhando o ódio por todos os lados.
Coitados, entonteceram perdidos,
muito mais  valera estarem calados.

Julgam que fazem tremer o mundo,
mas, coitados dos tristes, não conseguem…
Vão agonizando no ódio profundo,
lentamente, até que a Hades regressem.

Assim, a vida vai julgando as bestas
quando errando vão na vida terrena.
Deixemo-los falar; só dizem tretas!

Estrebucham e vomitam maldade,
treme o gládio e partido cai na arena
e vence entre nós a tranquilidade!
                               «»
                                  Zélia Chamusca
                                       

Poema de - Zélia Chamusca
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cobardia é fraqueza












Cobardia é fraqueza,
é ato impotente,
indecente,
que visa o pobre, o velho e o doente.

Cobardia é fraqueza,
é irracional, é poder do mal
na sociedade atual.

Cobardia é fraqueza
de tão forte crueldade
cujo alvo é a debilidade,
os mais pobres da sociedade!

Cobardia é fraqueza
que no mundo irradia
e se expande  dia a dia
em paradoxal ironia.

Cobardia é fraqueza
cega e muda
que se transmuda.

Cobardia é fraqueza
metamorfoseada em cordeiro
subjugando o mundo inteiro
pelo poder do dinheiro!
              «»
                      Zélia Chamusca


Poema de - Zélia Chamusca
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domingo, 27 de novembro de 2016

A Luz Perdida Jamais Encontrada



Quantas vezes já morri de saudade
na escuridão da luz celeste ausente…
Não nasceu o sol e não há claridade
na ausência da cor já nunca presente…

Nos dias amortalhados que a alma sente,
não renasce a luz por breves momentos,
morrendo também comigo a luz, ciente
dum coração estilhaçado em fragmentos.

Da luz perdida jamais encontrada
já nada mais resta senão a lembrança
da glória que foi, agora, já passada…

Passa breve a vida, tão efémera é.
Mas, não devemos perder a esperança;
p’rá  morte vencer é preciso fé!
                             «»



Poema de -    Zélia Chamusca

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sábado, 19 de novembro de 2016

Há quem chore a rir e quem ria a chorar


 
 

 
Há quem chore a rir

p’ra desabafar

mas, o meu sentir

é rir a chorar.

 

Há quem nunca chore,

há quem nunca ria,

há quem nunca core

nem tenha alegria.

 

Tal a diferença,

num simples olhar,

sem ter parecença,

em tudo invulgar.

 

Somos diferentes,

somos singulares,

somos simples entes,

somos parcelares.

 

Parcela divina

dum Supremo Ser

que a todos ensina

como dever ser,

 

em plena harmonia

na diversidade,

numa sintonia

de amor à Verdade.

           «»

  Poema de -  Zélia Chamusca

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sábado, 12 de novembro de 2016

Grasnam as gaivotas assustadas



 

Enormes bandos de gaivotas assustadas

na imensidão da praia já deserta de gente,

umas, sobre as areias pelas ondas levadas,

outras, sobrevoando o mar bravo e pungente.

 

Grasnam, grasnam pelos ares amotinadas,

parecendo querer abrigar-se nas nuvens,

em bandos fugindo das águas geladas,

não sei para onde, talvez para outras paragens.

 

O seu grasnar lembra-me o choro de uma criança,

porém, dilacerante tão assustador…

É a chegada do cinzento inverno que avança

fazendo-me sentir forte e pungente dor…

                                 «»

Poema de -  Zélia Chamusca
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