domingo, 27 de novembro de 2016

A Luz Perdida Jamais Encontrada



Quantas vezes já morri de saudade
na escuridão da luz celeste ausente…
Não nasceu o sol e não há claridade
na ausência da cor já nunca presente…

Nos dias amortalhados que a alma sente,
não renasce a luz por breves momentos,
morrendo também comigo a luz, ciente
dum coração estilhaçado em fragmentos.

Da luz perdida jamais encontrada
já nada mais resta senão a lembrança
da glória que foi, agora, já passada…

Passa breve a vida, tão efémera é.
Mas, não devemos perder a esperança;
p’rá  morte vencer é preciso fé!
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Poema de -    Zélia Chamusca

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sábado, 19 de novembro de 2016

Há quem chore a rir e quem ria a chorar


 
 

 
Há quem chore a rir

p’ra desabafar

mas, o meu sentir

é rir a chorar.

 

Há quem nunca chore,

há quem nunca ria,

há quem nunca core

nem tenha alegria.

 

Tal a diferença,

num simples olhar,

sem ter parecença,

em tudo invulgar.

 

Somos diferentes,

somos singulares,

somos simples entes,

somos parcelares.

 

Parcela divina

dum Supremo Ser

que a todos ensina

como dever ser,

 

em plena harmonia

na diversidade,

numa sintonia

de amor à Verdade.

           «»

  Poema de -  Zélia Chamusca

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sábado, 12 de novembro de 2016

Grasnam as gaivotas assustadas



 

Enormes bandos de gaivotas assustadas

na imensidão da praia já deserta de gente,

umas, sobre as areias pelas ondas levadas,

outras, sobrevoando o mar bravo e pungente.

 

Grasnam, grasnam pelos ares amotinadas,

parecendo querer abrigar-se nas nuvens,

em bandos fugindo das águas geladas,

não sei para onde, talvez para outras paragens.

 

O seu grasnar lembra-me o choro de uma criança,

porém, dilacerante tão assustador…

É a chegada do cinzento inverno que avança

fazendo-me sentir forte e pungente dor…

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Poema de -  Zélia Chamusca
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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Deixa os outros brilhar









O sol nasce para todos,

todos podemos brilhar,

todos devemos singrar

e, para isso, trabalhar.


Deixa que os outros brilhem;

também tu podes brilhar.

Não faças disso a disputa,

vê que até o sol se esconde

para a lua poder brilhar.


Não procures fazer sombra

em linda noite de luar

porque é do sol essa luz

que faz a lua brilhar.


O sol é a luz do mundo

que estamos a habitar.

Aproveitemos a luz

do sol p’ra nós a brilhar

transformando nossas vidas

num perene renovar

p’ra que tudo à nossa volta

possa ser luz a brilhar!
                                                                Zélia Chamusca
     

           

sábado, 1 de outubro de 2016

O nosso abraço eterno e infinito


Hoje, Dia Mundial da Música, ouço gravada no CD da memória a canção
com que enchias a plateia que encantavas transmitindo  alegria e vida à celebração.
Cantavas e tocavas a mais bela canção que guardo bem fechada no coração.
Não sabia que este dia de hoje era o dia Mundial da Música e, surgiu a recordação

quando olhei a caixinha dos anéis  de rubis que me ofereceste perfumada com  a flor
mais  linda, vermelha, cor de rubi, que guardei como símbolo do nosso eterno amor,
o presente mais belo que me deste  foi esta flor de vermelha cor.

Peguei na chave da música, dei corda e ouvi aquela canção de celestial beleza
com que esperava o abraço eterno e infinito, gravado na absoluta  certeza.


Zélia Chamusca


2016-10-01

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Poema de - Zélia Chamusca


terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Livro da Alma


 
 

 
 
 
 
 
 
Abro o livro da alma

P´ra que possam ler,

Mas, nem todos sabem

Que têm que entender.

 

Soletram palavras

Tão mal entendidas,

Palavras que escapam,

Se somem perdidas.

 

Volto a abrir o livro

E a alma se revela

E nunca vêm nada,

Nada se desvela.

 

Tanto sabedor,

Tanto aculturado

Que nada mais é

Que mero iletrado.

 

Vou fechar o livro

Porque nada lêem,

E, agora, ainda, aberto

Passam e não vêem!

 

Então, fechei o livro!

E, um dia, ele se abriu…

Nas páginas brancas

Uma luz surgiu…

 

P’ra lerem o livro

As mentes abriu

E a luz que brilhava

No branco floriu!

 

Coberto em palavras,

No branco da lua,

Surgiu a pureza

Da verdade nua!

 

E agora, despertas,

As mentes das gentes

Aplaudem de pé,

Felizes, contentes!

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Poema de - Zélia Chamusca
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Ser Amigo


 
          
             

Ser amigo é  ser calma, tranquilidade;

É estar contigo e sentir felicidade;

É sentir o que sentes e estar presente;

É estar alegre sem motivo aparente.

 

É ser estrela brilhante e reluzente;

É olhar  para ti  e sorrir de contente;

É aquele que dá sem qualquer recompensa;

É aquele que é feliz com  tua presença.

 

É aquele que quer contigo sempre estar;

É aquele que vibra com o teu sucesso;

É aquele que te deseja progresso.

 

É aquele que te ouve e  fala com o olhar;

É aquele que contigo segue em frente;

É aquele que,  p’ra ti, está sempre presente.
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Poema de - Zélia Chamusca
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