Abro o livro da alma
P´ra que possam ler,
Mas, nem todos sabem
Que têm que entender.
Soletram palavras
Tão mal entendidas,
Palavras que escapam,
Se somem perdidas.
Volto a abrir o livro
E a alma se revela
E nunca vêm nada,
Nada se desvela.
Tanto sabedor,
Tanto aculturado
Que nada mais é
Que mero iletrado.
Vou fechar o livro
Porque nada lêem,
E, agora, ainda, aberto
Passam e não vêem!
Então, fechei o livro!
E, um dia, ele se abriu…
Nas páginas brancas
Uma luz surgiu…
P’ra lerem o livro
As mentes abriu
E a luz que brilhava
No branco floriu!
Coberto em palavras,
No branco da lua,
Surgiu a pureza
Da verdade nua!
E agora, despertas,
As mentes das gentes
Aplaudem de pé,
Felizes, contentes!
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Poema de - Zélia Chamusca
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