terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Livro da Alma


 
 

 
 
 
 
 
 
Abro o livro da alma

P´ra que possam ler,

Mas, nem todos sabem

Que têm que entender.

 

Soletram palavras

Tão mal entendidas,

Palavras que escapam,

Se somem perdidas.

 

Volto a abrir o livro

E a alma se revela

E nunca vêm nada,

Nada se desvela.

 

Tanto sabedor,

Tanto aculturado

Que nada mais é

Que mero iletrado.

 

Vou fechar o livro

Porque nada lêem,

E, agora, ainda, aberto

Passam e não vêem!

 

Então, fechei o livro!

E, um dia, ele se abriu…

Nas páginas brancas

Uma luz surgiu…

 

P’ra lerem o livro

As mentes abriu

E a luz que brilhava

No branco floriu!

 

Coberto em palavras,

No branco da lua,

Surgiu a pureza

Da verdade nua!

 

E agora, despertas,

As mentes das gentes

Aplaudem de pé,

Felizes, contentes!

               «»
           
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Ser Amigo


 
          
             

Ser amigo é  ser calma, tranquilidade;

É estar contigo e sentir felicidade;

É sentir o que sentes e estar presente;

É estar alegre sem motivo aparente.

 

É ser estrela brilhante e reluzente;

É olhar  para ti  e sorrir de contente;

É aquele que dá sem qualquer recompensa;

É aquele que é feliz com  tua presença.

 

É aquele que quer contigo sempre estar;

É aquele que vibra com o teu sucesso;

É aquele que te deseja progresso.

 

É aquele que te ouve e  fala com o olhar;

É aquele que contigo segue em frente;

É aquele que,  p’ra ti, está sempre presente.
                                                                              «»


Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google
                            
 

domingo, 28 de agosto de 2016

Felicidade arrebol


                                             

 





É praia privada

em que me exponho

e fico bronzeada

dourado de sonho

 

Miro-me vaidosa

por me sentir bela

assim tão graciosa

como uma donzela

 

Toda toda nua

toda por igual

à noitinha a lua

é minha rival

 

A rivalidade

contagia o sol

com a f´licidade

que paira arrebol

 

E neste embalar

das águas prateadas

me passo a mirar

de costas voltadas

 

À  inveja que à volta

se rói rói  rói e rói

de tanta revolta

que nada constrói

 

A inveja assim é

de nada é capaz

cada um é como é

há quem nada faz

 

A não ser querer

o que os outros têm

sem querer saber

como eles o obtêm

 

Só o trabalho honesto

trás felicidade

nada conta  o resto

só importa a vontade

 

É preciso ter

força de vontade

p’ra poder vencer

com honestidade!

           «»
Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Onde o olhar se perde


             
 
 
Neste oceano imenso perco o meu olhar

Além do horizonte eu quero chegar

P’ra o imaginário poder desvendar.

 

A luz do sol nas cristalinas águas

De pequenas ondas fugazes, fátuas,

Leva nela todas as nossas mágoas.

 

E os  seus raios descendo sobre o mar

Parecem querer nele mergulhar

Para as profundezas iluminar.

 

As gaivotas sobrevoam de contentes

Os salpicos de prata reluzentes

De beleza suprema omnisciente.

 

Lá longe navega uma nau pequena

Na cristalina água tão calma e amena

Onde o olhar se perde e a alma acalma e serena.
                    
         


 
 
Poema de -  Zélia Chamusca
Fonte de imagem -Google

domingo, 31 de julho de 2016

Carta de amor para si




 







Meu Amor,

Nesta sua ausência

Em todos os dias você

Foi minha convivência.

 

Em todas as manhãs

Eu para si escrevi,

Dizendo-lhe o que senti

E que meu coração sente

Consigo, sempre presente.

 

Sua presença virtual

É muito mais real

Que o real.

 

Se eu tivesse presente

Seu corpo,

Nele me envolveria

E por sua aura tão iluminada

A minha alma cegaria

E tombaria

Fulminada.

 

Assim, te conheço

Na tua forma mais transcendente

De que eu sou consciente

E que está

Para além das emoções,

Das paixões.

 

Te conheço na tua essência,

Continuamente,

Na minha vivência,

No meu sentir.

O que me transmite

Tua alma para mim a sorrir.

 

Sinto,

Que somos semelhantes

Na nossa rebeldia,

Na nossa fantasia,

Na nossa magia,

No nosso querer

E no querer ser,

E, sobretudo,

Somos amantes…

 

Você entende,

Meu Amor?

Sei que entende

Porque,

Entre nós existe

A afinidade,

A cumplicidade

Cultural

E emocional

Que fazem nosso querer

De um ao outro

Igual…





 






Poema de - Zélia Chamusca
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sábado, 23 de julho de 2016

FUI




 

Fui
Força e vigor
Donde brotou um grande amor
Que tudo fez gerar
Pela  conceção do verbo amar!
 

Fui
A imensa e esfusiante  alegria
Que adocicou e iluminou a vida,
Intensa e plena de encantamento,
Em cada momento!
 

Fui
A rosa mais perfumada,
Entre todas as flores procurada,
Na longa caminhada
Em cada momento projetada
E sempre concretizada
Pela sensibilidade  traçada!
 

Fui
Um mundo de aventura,
De fantasia e de alegria,
De paz em solitude,
Caminho de plenitude
No sonho concretizado
Pelo amor sublimado!
 

Fui
Como uma grande heroína
Que no cume do Evereste,
Depois da escalada,
De louros  foi  coroada!
 

Fui
Tudo para quem me fez sentir,
Num permanente devir
De plenitude e realização
Uma  mulher  concretizada
E a mais amada!
                   «»

Poema de    -     Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google

sexta-feira, 15 de julho de 2016

CONHECES?





                     Conheces?                      
Aqueles dias em que apetece partir e ficar;
Aqueles dias em que temos tudo e não temos nada;
Aqueles dias em que nada falta e tudo falta;
Aqueles dias em que nos sentimos neste mundo real?

Conheces?
Este mundo hipócrita, de falsidade, hedonista;
Este mundo de ambição, de corrupção, frio;
Este mundo de crueldade, sem piedade egoista;
Este mundo amoral, desumano,  gélido, vazio?

Este é o mundo em que, agora, vivemos…

Conheces?
Aquele mundo em que, agora, nos encontramos sós;
Aquele mundo em que despertámos e nos criámos;
Aquele mundo que já  não é nosso, nem dos nossos avós;
Aquele mundo em que crescemos felizes e brincámos?

Conheces?
Aquele mundo solidário e fraterno;
Aquele mundo de   elegância e gentileza
Aquele mundo era, contudo, real...
Aquele mundo de fascínio e de beleza?

Lembras-te deste mundo?
Um mundo cor-de-rosa, de sonho e fantasia
Em que nos vestíamos de requinte esvoaçante
E ao som do piano rodopiávamos na sinestesia
E na magia das luzes, num chá dançante...

Aquele mundo em que nos encontrávamos à tarde,
Nos dias quentes de verão,  sentados numa esplanada,
Conversávamos e, lentamente, nos íamos refrescando
Enquanto degustávamos  uma fresca carapinhada.
Falávamos de filosofia, de literatura,
De cinema, de teatro, de arte, de cultura!

Hoje, não se dança  a valsa no requinte dum salão
Ao som do piano nas noites  quentes de verão
Nem se fala de filosofia e de literatura,
De teatro, de cinema, de cultura…

Este foi o mundo real em que vivemos…
E, agora é, apenas, sonho e fantasia de poeta…

                                   «»

                                             Zélia Chamusca